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Díaz-Canel diz que Cuba não fará mudanças políticas

Presidente cubano afirma que reformas buscam preservar o socialismo, gerar riqueza e manter conquistas sociais da Revolução

O presidente cubano Díaz-Canel no congresso dos trabalhadores cubanos (Foto: Prensa Latina )
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247 - O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que Cuba não fará mudanças políticas em seu sistema de governo e que as reformas em curso têm como objetivo preservar o socialismo, gerar riqueza e manter conquistas sociais da Revolução, especialmente nas áreas de saúde, esporte e justiça social.

As declarações foram feitas durante a cerimônia de encerramento de um encontro de trabalhadores no Palácio das Convenções, em Havana, segundo a agência Prensa Latina. No discurso, Díaz-Canel disse que as transformações aprovadas buscam “salvar a Revolução e suas conquistas sociais”.

O chefe de Estado cubano afirmou que as medidas têm como finalidade dar continuidade à orientação socialista da economia, em contraposição às campanhas externas destinadas a impor mudanças de caráter neoliberal ao país. Segundo ele, essas pressões fazem parte de uma ofensiva midiática financiada pelos Estados Unidos contra Cuba.

Díaz-Canel sustentou que as reformas não representam uma ruptura com o sistema político cubano nem uma resposta a pressões internacionais. Ao detalhar as medidas de aperfeiçoamento econômico e institucional, afirmou que o ponto central será a forma como elas serão aplicadas.

“As medidas não são novas, nem respondem de forma alguma a concessões ou ameaças dos Estados Unidos”, afirmou o presidente cubano.

Em outro trecho do discurso, Díaz-Canel reforçou que as decisões têm origem interna e não derivam de exigências externas. “Elas não respondem a uma exigência do recente processo de diálogo. É uma decisão soberana do povo cubano”, declarou.

O presidente também destacou o apoio obtido no congresso às reformas aprovadas e defendeu a necessidade de ampliar a capacidade do país de gerar recursos e riqueza. Para ele, esse processo é indispensável para sustentar o projeto socialista e preservar políticas públicas consideradas centrais pelo governo cubano.

Durante a sessão final do encontro, Díaz-Canel fez ainda um panorama histórico das agressões contra Cuba e atribuiu parte das dificuldades econômicas da ilha ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos, que denunciou como genocida e como o mais prolongado da história.

No encerramento do congresso operário, também foram eleitos o novo Conselho Nacional e o Secretariado da Central Sindical dos Trabalhadores de Cuba. Osnay Colina foi escolhido como secretário-geral da entidade.

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