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Governo cubano afirma que EUA ampliam bloqueio

Medidas atingem banco, empresas e uma autoridade cubana, em nova ofensiva do governo Donald Trump contra Havana

Governo cubano afirma que EUA ampliam bloqueio (Foto: Reuters )
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247 - Cuba denunciou os Estados Unidos por ampliar o bloqueio econômico após o anúncio de novas sanções que atingem instituições financeiras, empresas estatais e uma autoridade cubana, em mais uma ofensiva do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, contra o país. 

De acordo com a Prensa Latina, a reação cubana ocorreu depois que o Departamento de Estado dos EUA anunciou a inclusão de cinco entidades de Cuba em sanções previstas pela Ordem Executiva 14404, assinada por Donald Trump em maio de 2026.

As entidades atingidas pelas medidas são o Banco Financiero Internacional, a Rafin, a Almacenes Universales, a GeoMinera e a Siderúrgica José Martí. A oficial Annalie Lilliam Rueda Cardero também foi incluída na lista de sancionados.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba criticou duramente a decisão de Washington e afirmou que as medidas fazem parte de uma política de pressão contra a economia cubana.

“O governo dos EUA, liderado por seu desonesto e mentiroso Secretário de Estado, continua a tomar medidas para apertar o cerco em torno da economia de Cuba, que se mostrou mais forte, mais capaz e mais eficaz do que ele esperava diante da agressão implacável e da punição coletiva contra o povo e suas condições de vida”, afirmou o chanceler cubano na rede social X.

Segundo o governo cubano, as novas sanções reforçam o bloqueio econômico e aprofundam os efeitos sobre as condições de vida da população. Havana sustenta que as medidas têm caráter extraterritorial, por buscarem impedir relações de bancos estrangeiros e empresas de outros países com entidades cubanas.

O ministro das Relações Exteriores também classificou a iniciativa norte-americana como uma ação criminosa contra Cuba.

“O que esse indivíduo está promovendo, vindo da maior potência mundial, é um crime”, declarou.

A Casa Branca voltou a acusar Cuba de representar uma ameaça à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos. A justificativa foi usada para sustentar a ampliação das medidas restritivas contra entidades cubanas.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as sanções também têm efeito sobre pessoas, bancos e empresas estrangeiras que mantenham relações com as entidades atingidas.

“Qualquer pessoa que preste serviços a esses agentes sancionados corre o risco de também ser sancionada. Bancos estrangeiros e outras empresas que prestam serviços a essas entidades devem congelar essas atividades imediatamente”, disse Rubio.

Para Havana, a declaração evidencia o alcance extraterritorial das medidas adotadas por Washington. O governo cubano afirma que a política de sanções dos EUA busca isolar economicamente a ilha e ampliar a pressão sobre setores estratégicos da economia nacional.

As novas medidas se somam a outras ações norte-americanas contra Cuba e reacendem críticas sobre o impacto do bloqueio econômico, apontado por Havana como instrumento de punição coletiva contra o povo cubano.

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