Governo Trump cita Brasil como um dos principais fornecedores do narcotráfico
Relatório dos EUA aponta país como fornecedor de substâncias químicas usadas na produção de drogas ilícitas em escala global
247 - O Brasil foi incluído em um relatório do Departamento de Estado dos Estados Unidos como um dos principais países de origem de substâncias químicas utilizadas na produção de drogas ilícitas em nível global, segundo documento elaborado pelo governo de Donald Trump. A análise aponta que o país integra um grupo de nações consideradas estratégicas no fornecimento de insumos para o narcotráfico internacional, informa Paulo Cappelli, do Metrópoles.
O Brasil aparece ao lado de países como China, Venezuela, Coreia do Norte, Colômbia, Índia, México, Bolívia, Afeganistão e Tailândia. O documento descreve esses territórios como “principais fontes de substâncias químicas precursoras ou essenciais utilizadas na produção de narcóticos ilícitos”, destacando a relevância dessas nações na cadeia global do tráfico de drogas.
O texto aponta que o Brasil desempenha um papel relevante como fornecedor de matérias-primas destinadas à fabricação de entorpecentes, com impacto que ultrapassa as fronteiras da América do Sul. Segundo o estudo, esses insumos são frequentemente desviados para rotas ilegais e empregados na produção de drogas, especialmente cocaína.
Em um trecho que analisa a situação da Bolívia, o relatório afirma que “esses insumos continuam sendo desviados por rotas ilegais e utilizados na produção de cocaína no país”. Ainda segundo o documento, “relatórios indicam que a maior parte desses produtos químicos tem origem no Brasil, na Argentina, no Chile e na China”.
O levantamento elaborado pelo Departamento de Estado é considerado uma das principais ferramentas do governo norte-americano para monitorar e avaliar o combate ao narcotráfico e à lavagem de dinheiro em diferentes países. O documento examina fatores como legislação, atuação das autoridades, eficiência do sistema judiciário e cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado.
Além de mapear rotas do tráfico e identificar estruturas financeiras ilícitas, o relatório também serve como base para decisões de política externa dos Estados Unidos. As conclusões podem influenciar acordos bilaterais, parcerias na área de segurança e até medidas de pressão diplomática sobre países avaliados.


