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América Latina

Nicarágua corta relações com Equador e oposição pede renúncia do governo após invasão a embaixada

Governo da Nicarágua chamou ações do Equador de "impensáveis e repreensíveis"

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Daniel Ortega, presidente da Nicarágua (Foto: OSWALDO RIVAS - REUTERS)
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Sputnik Brasil - O governo da Nicarágua cortou relações diplomáticas com o Equador na sequência da invasão a embaixada mexicana em Quito. Em resposta ao incidente diplomático, a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos convocou uma reunião de emergência para deliberar sobre o assunto.

Na noite de 6 de abril, a polícia equatoriana entrou à força na embaixada do México em Quito e levou embora o ex-vice-presidente Jorge Glas, condenado por corrupção. Glas estava escondido no edifício diplomático desde dezembro do ano passado.

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"Após as ações impensáveis e repreensíveis levadas a cabo esta noite em Quito por forças que deveriam proteger a ordem e a segurança dos cidadãos equatorianos e as suas vidas, a nossa condenação forte e irrevogável traduz-se numa decisão soberana de cortar todas as relações diplomáticas com o governo do Equador", disse o governo da Nicarágua.

O país já havia retirado sua embaixada do país em setembro de 2020 e, com esse movimento, formalizou o rompimento de todas as relações diplomáticas.

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"Expressamos mais uma vez nosso respeito caloroso e consistente pelo querido povo equatoriano, que enfrenta tempos de crueldade inimaginável, e reafirmamos nosso compromisso com o direito internacional e as convenções que regem as relações civilizadas entre estados e governos", afirmou o governo de Daniel Ortega.

O movimento de esquerda Revolução Cidadã, que oposição ao governo, também pediu a renúncia do presidente. "Dados os fatos que demonstraram a incapacidade do presidente Daniel Noboa para governar o país, exigimos que apresente a sua demissão do cargo de Presidente da República", disse Luisa González, presidente do Movimento Revolução Cidadã, em coletiva de imprensa.

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As críticas ao governo de Noboa não vem somente de campos ideológicos contrários ao seu. Neste sábado (6) a Organização dos Estados Americanos (OEA) manifestou seu repúdio pela violação dos preceitos diplomáticos neste sábado.

A Argentina, governada por Javier Milei, também condenou a invasão a embaixada do México. "A Argentina se junta aos países da região na condenação do que aconteceu ontem à noite na Embaixada do México no Equador”, disse o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.

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O Governo argentino exigiu também que sejam preservadas "as obrigações decorrentes da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas" de 1961, que consagra a inviolabilidade das embaixadas.

CELAC CONVOCA REUNIÃO EMERGENCIAL - A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), assim como os demais estados e organizações, também expressou sua condenação e convocou uma reunião emergencial nos dias 8 e 9 de abril para discutir a crise diplomática deflagrada pelo Equador.

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"Dada a evidente violação da Convenção Americana sobre Asilo e da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas por parte do Governo do Equador, ao assumir à força a embaixada mexicana em Quito, convoco com urgência a Troika da CELAC", disse a presidente hondurenha, Xiomara Castro.

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