42 anos depois falamos de vida e não mais de morte!

No Brasil, cerca de 730 mil pessoas estão em tratamento. Comunidades afetadas pelo HIV/AIDS atuam como elo entre os serviços de saúde e a população

Carolina Iara, primeira co-parlamentar Intersexo, travesti e com sorologia de pessoa vivendo com HIV socialmente aberta, no Brasil.
Carolina Iara, primeira co-parlamentar Intersexo, travesti e com sorologia de pessoa vivendo com HIV socialmente aberta, no Brasil.


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No período entre o Dia Mundial da Luta Contra a AIDS (01/12) e o Dia Internacional dos Direitos Humanos (10/12), Brasília será palco da estreia do HIVIDA. Este evento abraça uma ampla gama de expressões artísticas, debates e exposições visando promover os direitos humanos e combater o estigma e a discriminação associados ao HIV e à AIDS.

O HIVIDA, que ocorre no Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul) e em outros locais emblemáticos da cidade, tem como missão trazer o tema da AIDS de volta ao centro do debate político. A programação oferece uma variedade de atividades gratuitas, incluindo a mostra "A potência em imagens", do fotógrafo americano Sean Black, exibição de filmes premiados sobre HIV e AIDS, roda de conversa sobre uso de inteligência artificial para combater o estigma, além de uma homenagem aos 65 anos de Cazuza, com a leitura de seus poemas e canções, entre outras atrações.

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O projeto é liderado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e reúne diversas parcerias, entre elas o Ministério da Saúde, organizações da sociedade civil, órgãos governamentais, agências da ONU e empresas.

A pandemia de AIDS continua a ser um desafio significativo para a saúde pública há mais de quatro décadas. Apesar dos avanços com os medicamentos antirretrovirais, que possibilitam uma vida mais saudável e impedem a transmissão do vírus, as barreiras persistem. O estigma e a discriminação limitam e impedem o acesso aos serviços de resposta ao HIV para populações em situações de vulnerabilidade.

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No Brasil, cerca de 730 mil pessoas estão em tratamento, sendo que 654 mil estão com o vírus indetectável no corpo. Entretanto, em 2023, ocorreram 50 mil novas infecções por HIV e quase 11 mil mortes relacionadas à AIDS, impactando especialmente as juventudes, entre 15 e 29 anos, com um destaque para a população negra.

Com os avanços na prevenção, testagem e tratamento do HIV, a meta de eliminar a AIDS como problema de saúde pública saúde pública até 2023 está mais próxima. O HIVIDA busca contribuir para esse esforço coletivo, trazendo esse tema de volta à agenda pública, celebrando a vida e reconhecendo o papel crucial das comunidades no combate às desigualdades, na promoção do respeito aos direitos humanos e na luta contra o estigma e a discriminação associados à AIDS.

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Em 2023, o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS destaca o tema "Comunidades liderando". Essa escolha reflete o papel fundamental que as organizações da sociedade civil desempenham no progresso da resposta à epidemia de AIDS. Comunidades afetadas pelo HIV/AIDS desempenham um papel vital, atuando como elo entre os serviços de saúde e as pessoas. Elas ajudam a construir confiança, trazem inovação, supervisionam o desenvolvimento e a implementação de políticas públicas e chamam à responsabilidade os provedores de serviços de HIV e de AIDS.

Vem para a festa: HIVIDA

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Data: 01 a 10/12.

Local: Espaço Cultural Renato Russo – Comércio Residencial Sul 508 Bloco A - Asa Sul, Brasília - DF, CEP 70351-515.

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