Fernando Lavieri avatar

Fernando Lavieri

Jornalista, com passagens pela IstoÉ e revista Caros Amigos

71 artigos

HOME > blog

A fome insaciável do monstro

Os Estados Unidos continuam praticando atrocidades ao redor do mundo. Agora, o horror está na Venezuela

Trump faz discurso sem citar ameaça de guerra à Venezuela (Foto: Reuters)

Imagine um monstro horrendo, com visual fúnebre, odor de enxofre, mãos e pés gosmentos, escorrendo petróleo. Ele tem fome insaciável por dinheiro, apresenta ao mundo bocarra e dentes imensos, pele e cabelo alaranjados. Esse é o imperialismo estadunidense. O seu gigantesco e deformado estômago tem de ser preenchido constantemente. Não importa se é com dinheiro, petróleo, água ou minerais raros. Ele quer tudo. A Venezuela e o governo Maduro foram ingênuos; o ataque e o sequestro do presidente eram questão de tempo. Leia em: https://www.brasil247.com/blog/operacao-just-cause-e-afins

O imperialismo estadunidense já fez isso antes na América Latina. O método é sempre o mesmo: acusações infundadas, sem comprovação na realidade; depois, o linguajar mentiroso e racista da CIA é adotado pelas agências de notícias internacionais (as três principais); na sequência, assimilado pela grande imprensa nacional, e pronto! O ataque, digo, quaisquer ataques estão chancelados, pois o povo somente tem tempo para buscar a própria sobrevivência.

Agora, toda a América Latina está em estado de alerta máximo. A Venezuela é apenas o primeiro momento dessa crise brutal e absurda. Logo mais será a vez da Colômbia, Cuba e do Brasil, no período eleitoral. O crime está em processo. As nações que são governadas pela esquerda na região deveriam se fechar em bloco e traçar um amplo plano de resistência e apoio à Venezuela. O Brasil, o presidente Lula, pode liderar esse grupo e buscar uma aliança internacional com a Rússia e a China, contra Donald Trump. O rótulo deveria ser: Trump, tire suas patas monstruosas da América Latina e do Caribe.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.