A resistência iraniana vencerá para o bem de toda a humanidade
A derrota não é mais uma possibilidade. É uma fatalidade. Os EUA já estão mergulhados numa guerra sem fim e perdida ao final
Não é possível ignorar a destruição generalizada, os milhares de mortos nem o assassinato do líder supremo Ali Khamenei e outras lideranças do Irã.
A despeito disso, pouco mais de mês depois do ataque covarde dos Estados Unidos e do regime sionista, o Irã é o grande vencedor desta guerra que já alterou a correlação de forças geopolítica global. Os EUA ambicionavam controlar a energia do planeta e sufocar a China. Perderam.
O ataque traiçoeiro foi lançado, como em junho passado, em meio a negociações diplomáticas que avançavam bem, como atestam o embaixador de Omã e o representante inglês. O Irã havia cedido e o acordo em torno de cessão do uso de seu material nuclear estava a ponto de ser assinado.
A insanidade, a incompetência dos trumpistas e dos sionistas vai entrar para o livro dos grandes vexames bélicos. Os ignorantes, acomodados e incompetentes planejadores da Casa Branca (o Pentágono fez vazar que se opôs à guerra) foram surpreendidos pelo engenho e planejamento dos iranianos, que tiveram que confiar em si mesmos. A depravada elite Epstein esperavam que a campanha do Irã fosse um tour, uma guerra-relâmpago, resolvida em dias ou semanas.
O caos que esperavam em Teerã não ocorreu. Nenhuma insurreição da "população oprimida" sobreveio. Muito menos a queda do "regime". Ao contrário, a tomada do poder por hordas insurgentes, ávidas por uma intervenção salvadora estrangeira, não passou de uma fantasia implantada pelos sionistas e o Mossad na cabeça do retardado da Casa Branca.
As multidões foram às ruas, sim, mas para ao contrário do que sonhavam Netanyahu e Trump. Demonstraram união jamais vista no Irã em torno do governo, na defesa do país e na reverência aos dirigentes martirizados.
Em sua ilimitada ignorância geográfica, os Estados Unidos esperavam surpreender e foram surpreendidos. Os iranianos não se rendem. Os estadunidenses, em sua incontrolada arrogância, não têm ideia do que passa na mente dos iranianos diante da ameaça assumida por Trump, Lindsay Graham e Marco Rubio, de pilhagem do seu petróleo.
Perdido, confuso com a resistência, com problemas cognitivos, Trump varia continuamente de objetivos na guerra. Afirma algo, faz ameaças inúteis e logo se contradiz e se desmente cada vez mais, sem arsenais nem contingente para submeter o inimigo.
A derrota não é mais uma possibilidade. É uma fatalidade. Os EUA já estão mergulhados numa guerra sem fim e perdida ao final.
O Irã presta um grande serviço para o planeta. Todos os países oprimidos pelos imperialismo e seus asseclas genocidas sionistas têm um exemplo a seguir. Foram esses assassinos que intencionalmente carbonizaram com um Tomahawk 165 meninas e seus mestres na escola elementar na cidade de Minab, no sul do país, num crime de guerra aterrador.
São eles que atacam metodicamente, em seu anseio de limpeza étnica, centenas de hospitais, postos de saúde, escolas, universidades e centrais de energia do Irã.
Após esse mês, a guerra pode tomar seu curso de meses ou anos, não importa. O Irã conseguiu impor seu controle sobre o Estreito de Ormuz, por onde passam grande parte do petróleo, além de gás, fertilizantes e outros produtos estratégicos para o mundo.
Antes da guerra, o Estreito estava aberto. Foi o saldo da guerra: agora quem manda ali é o Irã, para desespero de Trump, que já teve que abrir mão do controle da passagem para o seu inimigo. Agora é Trump quem busca o Irã em busca de algum tipo de acordo que salve sua face. Isso pode também ser um blefe, ninguém sabe, enquanto prepara o uso de tropas numa invasão que seria suicida.
Que lição para os aliados dos Estados Unidos. Ninguém quer aliança com uma potência derrotada, incapaz de prover proteção.
Drones e mísseis iranianos destruíram totalmente 13 bases estadunidense encravadas nas ditaduras fantoches pró-Israel em torno do golfo.
Esses países "amigos" sofreram também graves ataques à sua infraestrutura econômica em retaliação à sua ativa participação nos ataques não provocados ao Irã.
A balança de poder mudou de mãos naquela região estratégica. Quem dá as cartas na prática é o Irã.
Paquistão, China e outros países já negociam com Teerã a passagem de navios pelo Estreito com cargas essenciais para sua economia. Petroleiros passaram pagando pedágio de dois milhões de dólares, mas em yuans.
Está em xeque o próprio sistema do petrodólar, pelo qual todos os negócios do petróleo do golfo Pérsico têm que ser feitos em dólares americanos, irrigando a mamata do sistema financeiro da matriz imperialista.
Países produtores (como a OPEP) vendem petróleo por dólares e "reciclam" essa receita comprando títulos da dívida dos EUA, sustentando a parasitária hegemonia do dólar, impulsionando a demanda global por ele e o financiamento do déficit dos EUA.
O Irã é membro do Brics. O grupo se comporta de maneira débil diante da agressão a um de seus integrantes. O premiê indiano Narendra Modi, membro do grupo, discursou no Parlamento de Israel e mostrou-se totalmente alinhado ao sionismo e aos Estados Unidos.
O Brasil fez bem ao condenar, ainda que suavemente, os ataques ao Irã. O país só tem a aprender com o exemplo dos persas, que não mede sacrifícios para impor o respeito à sua autonomia.
A humanidade deve respeito ao Irã pela coragem de representar, essencialmente solitário, diante do silêncio inicial geral, uma ordem civilizatória baseada em leis válidas para todos e do princípio da não-agressão. Felizmente, diante da vitória iraniana, em meio a sacrifícios inauditos, a situação começa a mudar.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.



