Bolsonaro e sua sina coprófila

Bolsonaro, de fato, não governará em paz. E não é porque a oposição seja impiedosa e não lhe dê trégua. É sua natureza humano-política: Bolsonaro tem a sina coprófila e, portanto, não pode se livrar de contextos escatológicos que o perseguirão pelo resto de sua vida (e governo)

Bolsonaro, de fato, não governará em paz. E não é porque a oposição seja impiedosa e não lhe dê trégua. É sua natureza humano-política: Bolsonaro tem a sina coprófila e, portanto, não pode se livrar de contextos escatológicos que o perseguirão pelo resto de sua vida (e governo).

Antes de esclarecer nuances da governabilidade bolsonariana, vamos lembrar aos amigos e amigas leitoras que “coprófila” é palavra derivada do latim, em cujas acepções básicas dizem respeito àquele que “cresce em meio às fezes”, ou ainda: “o que é amigo das fezes”. (Queiram, por favor, evitar qualquer crítica severa à minha analogia. Ela é de base científica. O estudo relacionado a coprófilos se vincula às Ciências Biológicas. Em especial, à compreensão dos fungos que brotam dos excrementos dos animais e são fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas[1].)

Feitos os esclarecimentos de redução pejorativa, vamos à sociologia política. Bolsonaro não sabe governar. É inábil. É amador. Compreende rasamente as conjunturas políticas. É semianalfabeto acerca da geopolítica, da economia, dos marcos civilizatórios, e da diversidade no seio da sociedade.

O rapaz ficou 28 anos na Câmara dos Deputados lijeiramente nos bastidores, apenas “curtindo” de parlamentar. Não estudou. Não buscou referências. Não agregou ao seu arcabouço cognitivo quaisquer conteúdos que pudessem lhe forjar um líder de tamanha envergadura para pilotar este gigantesco avião de complexos sistemas tecnológicos chamado Brasil. Bolsonaro venceu a eleição naquelas idas e vindas da natureza em cujo raio cai na cabeça do azarento do indivíduo que passou por poucos segundos num campo aberto sob uma tempestade de outono. Isso jamais ocorreria por obviedade das circunstâncias.

Não bastasse suas limitações cognitivo-políticas, Bolsonaro enfrenta um problema fisiológico grave que o impede de governar no Palácio do Planalto e o faz despachar dentro de um internato hospitalar. Sem pretender um trocadilho, mas desde que retirou sua bolsa de colostomia (instrumento que serve para ajudar no recolhimento das fezes para o exterior do corpo quando o intestino não está pleno em seu funcionamento), Bolsonaro não tem condições físicas para comandar o País. Ou seja: estamos na m... Situação mais complicada: sem um líder efetivo para guiar a Nação.

Para completar o trágico enredo desse governante, seus filhos (hoje chamado de “Clã Bolsonaro”) todos os dias falam besteiras ao País e ao mundo, gerando total instabilidade do Governo perante o Congresso Nacional e perante a diplomacia internacional. Junte-se a este esgoto a céu aberto, os crimes de corrupção dos laranjas podres ligados ao Senador F. Bolsonaro, e outros líderes do PSL. Esses seres, além de hipócritas, não passam de uns corruptos clássicos.

Finalizando o conjunto de fezes que cercam o Presidente da República, os líderes de seu partido, o PSL, deputados famosos como Alexandre Frota (um dos grandes símbolos da escatologia moderno-vulgar), além dos ministros esquisitos, Gustavo Bebianno e Marcelo Antônio, toda hora “jogam bosta no ventilador”, pertinho de atingir a legitimidade de Bolsonaro no Poder maior da República.

Enfim. A situação é grave. Bolsonaro flerta com esses excrementos o tempo inteiro. E, ou Bolsonaro sai logo do hospital para provar ser capaz de “limpar” o Brasil do desastre que se instalou desde que outro excremento usurpou o poder a força: Michel Temer, ou nosso País sucumbirá. (Perdão pela falsa esperança: não acredito na bondade dessa galera.)

Por sorte, segundo nos ensina Calaça (2019), “esses fungos [coprófilos] fazem uma coisa maravilhosa: decompõem o cocô e o transforma em energia, ciclando-a e devolvendo à Natureza, em forma de moléculas simples, toda a energia que os animais não conseguiram aproveitar durante sua digestão”. Portanto, se de tudo, nossa civilização atual se acabar com esses déspotas que nos governam, talvez sobre ao menos um terreno fértil (nova cultura ao povo) para o plantio de outra civilização.

Isto é, os fungos nos salvarão, quem sabe(?).

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[1] Conceito base sobre os fungos coprófilos, claro!, do ponto de vista biológico, foi retirado do texto de Francisco Calaça:

http://www.ueg.br/noticia/48507_minha_pesquisa_vamos_conhecer_o_trabalho_do_biologo_francisco_calaca_aqui_na_ueg, acesso em: 15/02/19.

A analogia política é toda por minha conta e resistência.

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