Brasil: o melhor futebol do mundo

Apesar da tentativa de desmoralizar a Seleção Brasileira, o País continua sendo a maior potência do futebol, um patrimônio do negro e da classe operária

Pelé e Garrincha
Pelé e Garrincha (Foto: FIFA)
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Por Juca Simonard

O futebol brasileiro continua, até nos dias atuais, o melhor do mundo. A imprensa vira-lata não admite e tenta negar. Para os grandes meios de opinião dos capitalistas, o futebol europeu, robotizado, estaria acima do futebol criativo e artístico brasileiro. A ênfase que se coloca é na força física e não na habilidade.

Porém, ao contrário dos outros países, o Brasil continua sendo uma máquina industrial de produzir craques. A cada ano, surgem tantos craques no Brasil que é impossível escalá-los todos para a Seleção Brasileira - quando muitas vezes prevalece os interesses de cartolas nacionais e internacionais (o que prejudica a Seleção).

Esse fato não é estranho. O Brasil é o país que reinventou o futebol. Com a popularização do esporte no País, o football se tornou futebol - uma nova modalidade, diferente do jogo disputado pelos europeus e as famílias ricas.

O futebol (reinventado) é um esporte do negro, do pobre, da classe operária. Um esporte com gingado, dribles, habilidade e agilidade. Isso se deve aos negros brasileiros que precisaram arrumar um jeito de disputar contra as classes altas, sabendo que os juízes não iriam marcar faltas a favor deles. O jeito foi bagunçar a mente dos adversários ricos com gingadas e ultrapassadas.

Em entrevista ao jornalista Geneton Moraes Neto, o jornalista, técnico e militante comunista João Saldanha, que montou o time campeão de 1970, esclareceu e mostrou que o futebol criado pelo Brasil é essencialmente popular:

“O futebol é um ramo da arte popular. O Brasil é um país eminentemente pobre. Para o futebol, basta uma bola. O menino descalço pode jogar. Uma rua, uma bola de pano ou de borracha, uma bola qualquer e pronto: o menino joga. Como esporte de pobre, é evidente que o futebol tem uma transa bem maior com o Brasil do que com a Dinamarca… É só. É uma expressão da arte popular. Todo mundo tem necessidade de expandir a vocação artística em qualquer coisa. Há cantor de banheiro às dúzias e jogador de futebol aos milhões. Poucos, entretanto, conseguem atingir o estrelato”.

E nesse cenário que surgiram jogadores como Leônidas da Silva, o ‘Diamente Negro’,  Zizinho, Didi e tantos outros. No final da década de 1950, com o Brasil - nas copas de 1950 e 1954 se afirmando com um grande nome do esporte -, o País se consolidou com sua primeira conquista da Copa do Mundo em 1958, com um futebol habilidoso, parecido com o que já apresentava, porém mais amadurecido.

A dupla Pelé e Garrincha, que nunca perderam uma partida jogando juntos, foi a maior revelação do ano. Garrincha, o ‘Anjo das Tortas’, entortando todo mundo, e Pelé, de apenas 17 anos, marcando dois gols na goleada (5x2) contra a Suécia que daria o título para os brasileiros.

O bi-campeonato veio em 1962, apesar de Pelé ter se machucado no início do campeonato. Garrincha foi um dos artilheiros da copa e Amarildo, Zito e Vavá brilharam na final contra a Tchecoslováquia.

A partir deste momento, o Brasil se consolidou como a maior potência do futebol mundial, apresentando uma nova forma de jogar para o mundo inteiro.

Apesar das dificuldades impostas pela ditadura militar (1964-1985), o modelo neoliberal de exportação de jogadores para o estrangeiro e as “garfadas” da FIFA que se tornam cada vez mais explícitas, o Brasil continua até hoje o país que mais conquistou copas do mundo - 5 no total.

A Seleção Brasileira continua sendo a que tem o desempenho mais constante em copas do mundo, ao contrário das “grandes” e ricas seleções europeias, que volta e meia ficam de fora do torneio ou são não passam da fase de grupos.

O Brasil continua o maior vencedor, apesar de nas últimas quatro copas (2006, 2010, 2014 e 2018) apenas seleções europeias, com muita ajuda da arbitragem e do “futebol moderno”, que esquarteja os países pobres, terem ganhado o torneio.

A Seleção, porém, vem mostrando um grande amadurecimento e, pouco a pouco, fica menos abalada com as manobras da FIFA e do VAR (o principal jogador da Copa de 2018) e a desmoralização promovida pela imprensa nacional vira-lata. 

Espero que isso resulte no hexa brasileiro em 2022 para mostrar aos europeus que, pouco importa as “articulações”, nunca tirarão do Brasil um de seus principais patrimônios culturais: o futebol.

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