Chefe da PF critica "fofoca sobre contrato"
Em alusão clara a ataques ao ministro Alexandre de Moraes, o diretor-geral da PF asseverou que esse tipo de ataque não irá prosperar
Em evento ocorrido nas últimas 24 horas da data de publicação deste artigo, realizado na sede da Federação Brasileira de Bancos, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, criticou duramente o que chamou de “fofoca sobre contrato” e “ataques covardes” em meio às investigações do caso Banco Master.
Tais declarações ecoam como defesa institucional da corporação e resposta indireta aos questionamentos envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Durante o evento, Rodrigues afirmou que a PF “não será intimidada” e seguirá investigando as fraudes bilionárias do Banco Master “até o fim”. Classificou como inaceitáveis as tentativas de desviar o foco da apuração principal — estimada em dezenas de bilhões de reais.
O alvo das críticas de Rodrigues refere-se, entre outros, ao contrato citado em 9 de dezembro de 2025 pelo jornal O Globo, que, segundo a jornalista Malu Gaspar, previa pagamentos totais de cerca de R$ 129 milhões ao longo de três anos, para serviços de consultoria jurídica e representação em órgãos como Banco Central, Receita Federal e Congresso Nacional.
O escritório Barci de Moraes Associados, comandado pela esposa do ministro, esclareceu em nota quais serviços prestou ao Banco Master no âmbito de um consórcio com mais três escritórios, e que a operação foi suspensa após a liquidação da instituição pelo BC, em novembro de 2025.
A Procuradoria-Geral da República, por sua vez, arquivou, ainda em dezembro de 2025, pedido de investigação contra Moraes e sua esposa, concluindo pela ausência de indícios de ilicitude no acordo.
Apesar disso, o tema gerou intensa repercussão na imprensa e nas redes, com questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse, pressões institucionais e vazamentos de mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro (dono do Master), mencionando contatos com autoridades.
Rodrigues, ao classificar essas discussões como “fofoca sobre contrato”, enfatizou que tais narrativas servem para “intimidar” e desviar a atenção das fraudes centrais investigadas na operação Compliance Zero, na casa dos (segundo ele) 80 bilhões de reais.
O diretor-geral da PF também mandou recados ao ministro André Mendonça, o Terrivelmente Evangélico guindado ao posto em meio a pulinhos, abraços e louvações a “Deus” de Michelle Bolsonaro.
Rodrigues falou menos do que deveria, mas falou. Pois, em fevereiro de 2026, ao assumir a relatoria do inquérito (substituindo Dias Toffoli), o ministro André Mendonça restringiu o acesso a informações sigilosas apenas a agentes diretamente envolvidos, limitando o compartilhamento com superiores hierárquicos.
A fala de Andrei Rodrigues, citando “fofocas sobre contrato”, é afiada ao dizer que reduzimos a discussão sobre uma roubalheira de 80 bilhões de reais (facilitada pelo presidente do BC indicado por Bolsonaro) a um suposto contrato que ninguém jamais viu e muito menos sabe se ao menos existe.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.



