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Eduardo Guimarães

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Chefe da PF critica "fofoca sobre contrato"

Em alusão clara a ataques ao ministro Alexandre de Moraes, o diretor-geral da PF asseverou que esse tipo de ataque não irá prosperar

Andrei Rodrigues Foto: Andressa Anholete/Agência Senado (Foto: Andressa Anholete)

Em evento ocorrido nas últimas 24 horas da data de publicação deste artigo, realizado na sede da Federação Brasileira de Bancos, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, criticou duramente o que chamou de “fofoca sobre contrato” e “ataques covardes” em meio às investigações do caso Banco Master.

Tais declarações ecoam como defesa institucional da corporação e resposta indireta aos questionamentos envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Durante o evento, Rodrigues afirmou que a PF “não será intimidada” e seguirá investigando as fraudes bilionárias do Banco Master “até o fim”. Classificou como inaceitáveis as tentativas de desviar o foco da apuração principal — estimada em dezenas de bilhões de reais.

O alvo das críticas de Rodrigues refere-se, entre outros, ao contrato citado em 9 de dezembro de 2025 pelo jornal O Globo, que, segundo a jornalista Malu Gaspar, previa pagamentos totais de cerca de R$ 129 milhões ao longo de três anos, para serviços de consultoria jurídica e representação em órgãos como Banco Central, Receita Federal e Congresso Nacional.

O escritório Barci de Moraes Associados, comandado pela esposa do ministro, esclareceu em nota quais serviços prestou ao Banco Master no âmbito de um consórcio com mais três escritórios, e que a operação foi suspensa após a liquidação da instituição pelo BC, em novembro de 2025.

A Procuradoria-Geral da República, por sua vez, arquivou, ainda em dezembro de 2025, pedido de investigação contra Moraes e sua esposa, concluindo pela ausência de indícios de ilicitude no acordo.

Apesar disso, o tema gerou intensa repercussão na imprensa e nas redes, com questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse, pressões institucionais e vazamentos de mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro (dono do Master), mencionando contatos com autoridades.

Rodrigues, ao classificar essas discussões como “fofoca sobre contrato”, enfatizou que tais narrativas servem para “intimidar” e desviar a atenção das fraudes centrais investigadas na operação Compliance Zero, na casa dos (segundo ele) 80 bilhões de reais.

O diretor-geral da PF também mandou recados ao ministro André Mendonça, o Terrivelmente Evangélico guindado ao posto em meio a pulinhos, abraços e louvações a “Deus” de Michelle Bolsonaro.

Rodrigues falou menos do que deveria, mas falou. Pois, em fevereiro de 2026, ao assumir a relatoria do inquérito (substituindo Dias Toffoli), o ministro André Mendonça restringiu o acesso a informações sigilosas apenas a agentes diretamente envolvidos, limitando o compartilhamento com superiores hierárquicos.

A fala de Andrei Rodrigues, citando “fofocas sobre contrato”, é afiada ao dizer que reduzimos a discussão sobre uma roubalheira de 80 bilhões de reais (facilitada pelo presidente do BC indicado por Bolsonaro) a um suposto contrato que ninguém jamais viu e muito menos sabe se ao menos existe.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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