Datafolha adia pesquisa presidencial novamente para sábado (7)
"O episódio ocorre em meio a um ambiente político carregado, marcado por forte ofensiva da velha mídia corporativa contra o governo federal"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua liderando a corrida presidencial de 2026, segundo informações obtidas pelo Blog do Esmael, mesmo após a sequência de adiamentos da nova pesquisa do Instituto Datafolha sobre a disputa pelo Palácio do Planalto.O levantamento, que inicialmente tinha divulgação prevista para quinta-feira (5), acabou sendo postergado para sexta-feira (6). Agora, segundo apuração do Blog do Esmael, a promessa é que os números sejam conhecidos apenas no sábado (7).
Os vai-e-véns na data não têm relação com problemas técnicos na pesquisa. A decisão sobre quando publicar os dados pertence ao contratante do levantamento, o jornal Folha de S.Paulo, responsável por definir o momento da divulgação.
O episódio ocorre em meio a um ambiente político carregado, marcado por forte ofensiva da velha mídia corporativa contra o governo federal. Nas últimas semanas, o noticiário foi dominado pelo chamado caso Banco Master, pela prisão do banqueiro Daniel Vorcaro e por tentativas de vincular o episódio do INSS ao empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
A escalada incluiu ainda investidas políticas contra o Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente contra os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além de pressões no Congresso para quebrar sigilos do filho do presidente.
Apesar desse bombardeio midiático e político, fontes ligadas à Faria Lima, ouvidas pelo Blog do Esmael, afirmam que o presidente Lula mantém vantagem nas intenções de voto para a eleição presidencial de 2026.
No Palácio do Planalto, auxiliares interpretam o momento como uma tentativa de “artificialização de crise” contra o Executivo. A leitura entre governistas é que parte do sistema financeiro e segmentos da imprensa tradicional tentam construir uma narrativa de desgaste que, até agora, não se converteu em perda efetiva de apoio popular.
Segundo integrantes da articulação política, Lula tem reiterado que não tolera irregularidades e não protege eventuais malfeitos. O recado interno é de que investigações devem seguir seu curso normal, sem interferência do governo.
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Gleisi Hoffmann (PT), tem sido uma das vozes mais firmes do governo nessa disputa narrativa.
Para ela, a ofensiva da oposição busca reabrir um ciclo político que marcou o país antes de 2023.
“Eles querem trazer de volta a fome, o desemprego e o sofrimento dos trabalhadores. Mas nós não vamos deixar o Brasil andar para trás. Voltar atrás, nunca mais”, afirma a ministra.
Nos bastidores de Brasília, a expectativa agora gira em torno da divulgação do Datafolha no sábado (7). O levantamento pode funcionar como um termômetro importante para medir se a recente tempestade política teve algum impacto real na percepção do eleitorado.
Por enquanto, segundo a leitura predominante no Planalto, o barulho foi grande, mas o efeito eleitoral segue limitado.
A disputa presidencial de 2026 ainda está em formação, mas os próximos números das pesquisas devem ajudar a medir o peso real das narrativas que dominam o debate político nacional.
Dito isso, o cenário segue em movimento e a batalha pela opinião pública tende a se intensificar nos próximos meses. Continue acompanhando os bastidores da política e do poder pelo Blog do Esmael.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.



