Falta de conhecimento ou oportunismo

Aécio, porém, pode dormir tranquilo. Além das medidas adotadas pelo governo Pimentel, em parceria com o Ministério da Saúde e secretarias municipais de Saúde, a água salgada não é propícia à proliferação dos vetores da doença. Portanto, as praias do Rio de Janeiro continuam livres do problema

Aécio
Aécio (Foto: Durval Ângelo)

O senador Aécio Neves tem se esmerado em exibir total desconhecimento sobre o que ocorre em Minas Gerais. Em 5 de janeiro, houve um comunicado oficial à Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a ocorrência de um surto de febre amarela no Estado. Desde então, foram notificados 712 casos em Minas, sendo 109 confirmados e 19 descartados. Das 110 mortes suspeitas, 40 foram confirmadas como decorrentes da doença.

Diante do surto, o governo Fernando Pimentel adotou várias medidas para combater o problema. Até o momento já foram distribuídas cerca de 3,4 milhões de doses de vacina, sendo que mais de 1,5 milhão de pessoas foram imunizadas. Deste total, quase 1 milhão de doses foram aplicadas nos municípios onde há surto da doença.

Além disso, casos suspeitos estão sendo investigados com agilidade, foram contratados leitos extras em hospitais de regiões mais afetadas e o Estado está disponibilizando equipamentos e transporte para atendimento dos pacientes, além de outras ações que já estão em andamento há semanas, como a campanha maciça para informar a população sobre a questão.

Quase um mês após o comunicado oficial sobre o surto, Aécio, durante rápida visita ao Estado em escala em suas viagens entre Brasília e o Rio de Janeiro, falou sobre a febre amarela, pedindo inclusive audiência com ministro para tratar do tema. Diante de um problema de tal magnitude, toda ajuda é bem vinda e a união de esforços é mais que louvável.

Porém, o senador acordou para a questão um pouco tarde. E ainda defendeu medidas como investimento em saneamento básico. Que ninguém discorda ser necessário, mas em nada altera o quadro. A não ser que o tucano tenha a intenção de fazer obras de saneamento nas matas mineiras, pois a febre amarela registrada em Minas é silvestre.

Já teria ajudado muito se tivesse adotado os procedimentos corretos e necessários para a construção de uma barragem de rejeitos de minério em Mariana que rompeu em 2015, destruindo praticamente toda a bacia do Rio das Velhas. As licenças foram aprovadas em tempo recorde no governo tucano, que autorizou a estrutura mesmo sem medidas exigidas pelos órgãos de controle ambiental. Pois é justamente o desequilíbrio causado pela tragédia uma das hipóteses para o surgimento do atual surto de febre amarela.

Aécio, porém, pode dormir tranquilo. Além das medidas adotadas pelo governo Pimentel, em parceria com o Ministério da Saúde e secretarias municipais de Saúde, a água salgada não é propícia à proliferação dos vetores da doença. Portanto, as praias do Rio de Janeiro continuam livres do problema.

Quanto à volta a Minas Gerais, Estado que não mereceu uma visita de agradecimento pelos votos recebidos em 2014, espera-se que seja um retorno à realidade mineira. E não à Minas idílica que habita os sonhos tucanos, na qual todos os problemas, inclusive obras como a Cidade Administrativa que agora é alvo da Lava Jato por desvios de milhões de reais, não são fruto de 12 anos de desgoverno, mas sim de uma gestão iniciada há apenas dois anos.

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