Geraldo ou não Geraldo, eis a questão: um dilema para a esquerda brasileira

Vemos que temos sim que fazer de tudo para ganhar esta eleição. E se para isso for necessário que o vice seja o Geraldo, então que seja

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(Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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Agora a polêmica do momento é a frente ampla, ou até amplíssima que está sendo formada para combater a destruição total do país. Uma reeleição de Bolsonaro colocaria em risco o nosso futuro como nação, isto já está evidente. Ao que parece, estrategistas políticos já se deram conta do perigo que paira sobre nós e estão se mexendo para evitar um desastre ainda maior do que já foi feito. É um momento histórico e decisivo. Uma ameaça autoritária se manifestou aqui com uma ideologia perigosa que conquistou e manipulou mentes e corações. Algo como isso foi visto no nazismo alemão e no fascismo italiano. Uma união das forças democráticas é sim necessária e imprescindível para combater este mal e é isso que está sendo feito.

Estamos em uma situação de perda acelerada das conquistas dos trabalhadores. Atacaram nossos direitos previdenciários e trabalhistas, nossas empresas estão sendo entregues ao capital internacional. A financeirização transformou toda economia brasileira, as empresas não investem mais em expansão, seu lucro é dirigido para o sistema financeiro. É dinheiro gerando dinheiro e não mais riqueza. Mas não param aí as mudanças destruidoras que estamos sofrendo neste terrível choque neoliberal. A plataformização da economia parece ser a última pá de cal nos direitos trabalhistas, – mas nunca é, se puderem explorar ainda mais o trabalhador criarão algo de novo – pois precariza o trabalho acabando de vez com os nossos direitos. O escravismo agora se manifesta de forma digital, de forma cibernética. Isso tem que ser barrado. Todos que são contra esta tendência sombria de perda de direitos terão que colocar de lado suas divergências em prol de uma sociedade mais igualitária, em prol de uma sociedade mais justa.

Em situações em que a humanidade enfrentou grandes ameaças, importantes líderes políticos colocaram de lado suas divergências para combater o mal maior que se apresentava. Podemos citar a aliança de Stalin, Churchill e Roosevelt contra o Nazismo. Aqui no Brasil vimos Prestes apoiar Vargas também para combater este mesmo mal. Lembrando que anteriormente Olga, a esposa de Prestes havia sido enviada para ser assassinada no campo de extermínio de Bernburg pelo próprio Getúlio. Também posso citar a grande união que foi feita por forças políticas antagônicas para lutar pelo fim da Ditadura na grande mobilização popular que ficou conhecida como “Diretas Já”.

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Agora enfrentamos o que podemos chamar - devido às muitas semelhanças - de nazifascismo brasileiro, o tal do bolsonarismo. Estamos vendo acontecer articulações para formar uma frente para combater todo este caos que estamos vivendo. E assim surgiu o nome de Geraldo Alckmin como forte candidato a ser o vice de Lula. Bastou isso para começar a confusão no espectro político da Esquerda. Ao que parece, os políticos que estão se unindo, estão conscientes do grave risco que o país está correndo, pois uma reeleição de Bolsonaro iria fortalecer o nazifascismo e os problemas do país iriam se expandir de uma forma exponencial, o que poderia até comprometer qualquer chance de recuperação futura, pois o buraco em que o Brasil se meteria seria tão profundo que nenhuma luz no fim do túnel poderia ser vista nem a longo ou a até a longuíssimo prazo. Não é à toa que está sendo articulada esta união de campos políticos distintos. O mal maior precisa ser combatido já. Não há tempo a perder.

Um governo de união e pacificação nacional é o que Lula se propõe a fazer. Devolver a dignidade do trabalhador, possibilitar que as famílias e amigos possam voltar a se reunir sem brigas políticas insanas, a volta do desenvolvimento da indústria nacional, o retorno do emprego e sem precarização do trabalho, uma nova erradicação da fome no país, tudo isto está nos planos de Lula. Um novo desenvolvimento da indústria de petróleo e gás, e da indústria naval. O Brasil voltará a ser um “player” internacional. É tudo isto que está em jogo nesta eleição.

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União e pacificação são palavras essenciais para um novo governo progressista, pois a loucura ideológica em que o país se encontra colocou seus cidadãos no polo oposto a isto. A necropolítica do bolsonarismo esgarçou de forma cruel o tecido social. O que vemos é gente celebrando a morte diariamente nas redes sociais. E isso vemos acontecer tanto no espectro da direita como também e infelizmente no da esquerda. Lula ao contrário disto tudo já iniciou esse trabalho de pacificação fazendo sempre exatamente o contrário do que o bolsonarismo prega. Lula se apresenta isento de rancor, apoia a vacinação, se solidariza com a dor do povo, luta contra as injustiças, inclusive contra as injustiças cometidas contra quem lhe critica. Lembrando que Lula sempre foi da paz e do amor. Todos lembram do Lulinha Paz e Amor, é claro. Lula irá governar para todos. Somente assim essa insanidade da extrema direita poderá cessar e o clima de harmonia poderá retornar ao Brasil. Resta a nós seguir o exemplo deste que queremos que volte a ser o nosso presidente, para assim ajudá-lo a restabelecer a harmonia e o desenvolvimento do nosso país.

Vendo tudo o que já fomos e no que infelizmente nos tornamos, vemos que temos sim que fazer de tudo para ganhar esta eleição. E se para isso for necessário que o vice seja o Geraldo, então que seja. Até porque o presidente será o Lula e não Geraldo. É extremamente necessário neste momento de tantas trevas que tenhamos um "Luiz" no fim do túnel em 2022. Só assim o Brasil poderá curar as graves feridas abertas neste período nefasto que vivemos e iniciar um novo ciclo de desenvolvimento nacional progressista.

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