Há três anos: “Golpe adentro, temi ser linchada”
'O que vivi naquele dia, as agressões que sofri e o medo que senti', desabafa Tereza Cruvinel sobre a cobertura feita pela jornalista nos atos golpistas
Naquele domingo, logo que eu soube do que estava acontecendo em Brasília, corri para a Esplanada dos Ministérios. Uma live estava em curso na TV 247 e decidi que o melhor seria eu fazer algumas entradas ao vivo de lá. Na época alguns disseram que fui voluntarista ou insensata, mas fiz o que mandou meu senso profissional. O que vivi naquele dia, as agressões que sofri e o medo que senti em alguns momentos, relatei no artigo que se segue, publicado então pelo Brasil 247, pelo site da ABI, por outras publicações nacionais, por um jornal do Chile e um da Argentina.
Dois dias depois foi que entendi porque tantos grupos de bolsonaristas me cercavam e me agrediam na Esplanada. Alguém me enviou uma foto minha que circulou entre os grupos de Whatsapp deles, avisando que eu estava “fotografando os patriotas” para serem identificados. Reproduzo aqui a foto juntamente com o artigo.
No dia 9, o então ministro-chefe da Secom, Paulo Pimenta, fez uma reunião com 12 que relataram ter sofrido violências e agressões durante os ataques aos Três Poderes. Alguns viveram situações mais graves do que eu. A pedido de Pimenta a Polícia Civil abriu um inquérito específico para apurar agressões a jornalistas, mas ele foi encerrado sem que fosse possível identificar os agressores.

Agora o link do artigo da época.
https://www.brasil247.com/blog/golpe-adentro-quase-linchada
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.




