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Alcolumbre e Motta não participarão de evento alusivo aos atos golpistas do 8/1

Solenidade no Planalto relembra ataques golpistas e reafirma defesa da democracia

Hugo Motta, Davi Alcolumbre e Lula (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

247 - O senador Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado e do Congresso Nacional, e o deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, não participarão da solenidade em alusão aos ataques de 8 de janeiro de 2023, marcada para esta quinta-feira (8) no Palácio do Planalto, em Brasília. O evento é promovido pela Presidência da República e contará com a presença de ministros do governo e representantes de movimentos sociais. As informações são da CNN Brasil.

Ausência do Legislativo na solenidade

Desde 2024, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) promove anualmente o ato como forma de relembrar os ataques às sedes dos Três Poderes e reforçar a defesa da democracia e das instituições republicanas. Ainda assim, a cerimônia tem sido marcada, nos últimos anos, pela ausência dos presidentes da Câmara e do Senado e por um esvaziamento político do evento. A expectativa do governo é manter o caráter simbólico da solenidade, mesmo com a participação reduzida de autoridades de projeção nacional fora do Executivo.

Justificativas para não comparecimento

No caso de Davi Alcolumbre, o senador está no Amapá, sua base eleitoral, aproveitando o recesso parlamentar para cumprir agendas e compromissos de trabalho no estado. Já Hugo Motta alegou compromissos pessoais para justificar sua ausência no evento do Planalto.

Até a divulgação das informações, ainda não havia confirmação oficial sobre a presença do ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), cuja participação também é considerada relevante no contexto da defesa do Estado Democrático de Direito.

Possível veto ao PL da Dosimetria

O presidente Lula deve aproveitar a solenidade para reforçar a defesa da democracia, da soberania nacional e da paz entre os povos, sem abordar diretamente a crise política na Venezuela. Nos bastidores, também circula a possibilidade de o ato servir de cenário para a formalização do veto presidencial ao projeto de lei que reduz penas de envolvidos nos ataques de 8 de janeiro e em articulações golpistas, medida que o presidente vem sinalizando desde o fim do ano passado.

“É evidente que os temas da soberania e defesa da paz ganharam força após os ataques dos EUA e serão complementares no ato. O Brasil defende democracia com soberania nacional. Essa defesa estará presente no ato do 8 de janeiro”, disse o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.

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