Hadadd é meio Lula

Fria e numericamente, até aqui, "Haddad é meio Lula", pois o potencial de transferência era de 40%. Na verdade, se formos justas com os números, Haddad é menos que meio Lula, porque ele tinha 4% sozinho, ou seja, conseguiu minguados 17% dos lulistas (ou 16%, pois Manuela, sua vice, pontuava em torno de 1%).

Hadadd é meio Lula
Hadadd é meio Lula (Foto: Ricardo Stuckert)

A última pesquisa Ibope confirma, pela quarta vez, o teto de Haddad, que anunciei semanas atrás: 20%, considerando margem de erro (2%).

Fria e numericamente, até aqui, "Haddad é meio Lula", pois o potencial de transferência era de 40%. Na verdade, se formos justas com os números, Haddad é menos que meio Lula, porque ele tinha 4% sozinho, ou seja, conseguiu minguados 17% dos lulistas (ou 16%, pois Manuela, sua vice, pontuava em torno de 1%).

Por outro lado, ele herdou toda rejeição de Lula e mais um pouco se considerarmos que, no início de agosto, a rejeição de Lula era 31%. Detalhe: tal rejeição de Haddad (38%) é dele sozinho sem ser associado a Lula, pois essa, há quinze dias, estava em 49%.

O desempenho aquém do esperado do Plano B fica ainda mais evidente diante da relação e influência do antipetismo no agigantamento de Bolsotário em pouco dias, que cresceu assustadores 4% no primeiro turno, e também segundo turno contra Haddad. Em números, significa que, em cinco dias, 6,5 milhões de pessoas decidiram votar no "Coiso". Detalhe: no mesmo final de semana das manifestações contra ele; fica aqui, portanto, a reflexão se vale mesmo a pena embarcar em campanhas e manifestações estimuladas pela Globo e afins.

Faltam seis dias, e, há exatos 13 dias, Haddad bate a testa no seu teto de 20%, e não conseguiu superar os adversários no segundo turno. Não avança do empate com Bolsonaro, e toma uma surra de Ciro e Alckmin.

Estou economizando carinho nas palavras de propósito porque a situação é grave e a campanha do Plano B construiu um mundo paralelo de "já ganhou" sem sustentação na conjuntura histórica recente, e nos números; uma postura irresponsável e inconsequente que tem despotilizado e normalizado uma eleição fraudada e que só tem um vencedor possível: o Golpe.

Termino com lemas-hashtag que a campanha petista nunca deveria ter abafado:
#EleiçãoSemLulaNãoCombateGolpe
#LulaLivre
#OPréSaléNosso
#RevogaTudo

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