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Joaquim de Carvalho

Colunista do 247, foi subeditor de Veja e repórter do Jornal Nacional, entre outros veículos. Ganhou os prêmios Esso (equipe, 1992), Vladimir Herzog e Jornalismo Social (revista Imprensa). E-mail: joaquim@brasil247.com.br

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“Inventaram plano de atentado contra Flávio Bolsonaro”: Presidente de torcida do Galo denuncia Allan dos Santos e vereador de BH

Em boletim de ocorrência na Delegacia de Crimes Cibernéticos, Marcelo Saad relatou ter sido surpreendido por publicações que o vinculavam a facções criminosas

Flávio Bolsonaro (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)
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O presidente da torcida Força Atleticana Revolucionária, Marcelo Saad, apresentou denúncia ao Ministério Público de Minas Gerais e à Polícia Civil contra o vereador de Belo Horizonte Vile Santos (PL) e o ativista Allan dos Santos. A iniciativa ocorreu após a divulgação de uma reportagem que associava Saad a um suposto plano de atentado contra o senador Flávio Bolsonaro durante visita à capital mineira.

Segundo Saad, a informação divulgada é falsa. “Inventaram o plano de atentado contra Flávio Bolsonaro. Não existe plano algum. Nunca houve. É mentira, fake news grave”, afirmou.

Em boletim de ocorrência registrado na Delegacia Especializada de Crimes Cibernéticos, Saad relatou ter sido surpreendido por publicações nas redes sociais que o vinculavam a facções criminosas supostamente envolvidas em um plano para assassinar o senador. De acordo com o registro policial, a origem da acusação é uma reportagem publicada no site Revista Timeline, assinada por Allan dos Santos, posteriormente repercutida por perfis nas redes sociais.

Ainda conforme o boletim, Saad informou às autoridades que participa da organização de uma manifestação de repúdio à concessão do título de cidadão honorário de Belo Horizonte a Flávio Bolsonaro, marcada para ocorrer nas proximidades da Câmara Municipal. Ele sustenta que a mobilização tem caráter pacífico e que a associação de seu nome a organizações criminosas lhe causou danos à reputação.

Em entrevista ao 247, Saad afirmou que o grupo utilizado para organizar o protesto é aberto e público. Segundo ele, a mensagens mais agressivas registrada no espaço sugeria o arremesso de tomates e ovos contra o senador, mas os autores foram removidos da conversa. “Nosso grupo é aberto e a postagem mais agressiva que houve lá foi uma sugestão de jogar tomate e ovo no senador, mas nós excluímos os autores da postagem, porque desconfiamos que eram infiltrados pela extrema direita”, declarou.

A reportagem também mencionava uma pessoa que teria ligação com o deputado federal Rogério Corrêa (PT). O parlamentar contestou a informação. Segundo ele, o indivíduo citado não integra sua equipe de gabinete e atua no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). “O senhor citado na reportagem mentirosa não é meu assessor. É do Movimento de Atingidos por Barragem”, afirmou.

Corrêa também manifestou apoio ao direito de realização do protesto. Em declaração a este jornalista, afirmou que a mobilização é “pacífica e legítima” e questionou os motivos para a homenagem ao senador..

“O protesto é pacífico e legítimo. O que Flávio Bolsonaro fez por Belo Horizonte? Nada. A relação dele aqui é com Daniel Vorcaro, do Master, de quem recebeu dinheiro, com o Zettel, operador de Vorcaro, com a família Valadão, dona da igreja que fazia lavagem de dinheiro para o Master, e com Nicolas Ferreira, deputado que voava no avião de Vorcaro. Essa relação não justifica título, mas poderia ser ponto de partida para processo criminal”, comentou Rogério Corrêa. 

Allan dos Santos teve a prisão preventiva decretada no Brasil, em 2021, pelo ministro Alexandre de Moraes e desde então se mantém foragido nos Estados Unidos. O decreto de prisão foi fundamentado pela divulgação de notícias falsas, discurso de ódio e ataque às instituições democráticas.

O boletim de ocorrência é o primeiro passo para a abertura de inquérito, necessário para evitar que mentiras sejam usadas como ativos eleitorais. Em Minas Gerais, em 2018, um evento em Juiz de Fora foi decisivo para a eleição de Jair Bolsonaro. 

A pré-campanha de Flávio tem insistido em divulgações que sugerem que evento similar pode se repetir. Até um vídeo com Flávio usando colete à prova de balas foi publicado. 

Jair Bolsonaro também divulgou em 2018 que usaria essa proteção, mas no dia em que Adélio Bispo de Oliveira se encontrou com ele, no calçadão da Halfeld, ele só usava a camiseta da campanha, com a inscrição: “Meu partido é o Brasil.”

No caso do torcedor do Atlético, o boletim de ocorrência não deixa dúvida de que o plano de assassinar Flávio Bolsonaro é uma mentira que só interessa ao filho do Jair, pois, baseado no retrospecto, o evento atentado pode virar eleição.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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