Lá vem o Brasil

Nossos melhores latinoamericanistas já identificam que Temer, um dos políticos mais processados da história brasileira, conspira não só contra um Brasil já inteiramente arreado mas, pior do que isso e feito joguete, é peça fácil e fundamental dos Estados Unidos no avançado movimento de instabilização de todo o Cone Sul

Presidente dos EUA, Donald Trump, e Michel Temer .2
Presidente dos EUA, Donald Trump, e Michel Temer .2 (Foto: Ângelo Cavalcante)

Uma eclosão está por vir! E, de verdade, não consigo ver o fim dessa crise sem muita violência! Não é minha opinião... É a opinião arguta e atenciosa de quem acompanha a política brasileira; que entende dos movimentos sociais e consegue interpretar a conjuntura política contemporânea e seus dramáticos desdobramentos.

Nildo Ouriques (UFSC) já cravou dizendo que "esse governo nos chama à guerra!"; Celso Bandeira de Mello (PUC/SP), decano dos melhores juristas do Brasil, com clareza solar já denunciou a seletividade classista de Moro afirmando que "esse não tem perfil algum para ser juiz".

Estudiosos atentos do trabalho como Vera Navarro (USP), Giovani Alves (UNESP) e Ricardo Antunes (UNICAMP) prevem o pior com o neo-escravismo do "trabalho flex" as mesmas terceirizações flexibilizadas e recentemente aprovadas em forma de criminosa reforma trabalhista por um senado de ricaços e empresários e que por sinal, não deu a mínima confiança para os trabalhadores do país.

Nossos melhores latinoamericanistas já identificam que Temer, um dos políticos mais processados da história brasileira, conspira não só contra um Brasil já inteiramente arreado mas, pior do que isso e feito joguete, é peça fácil e fundamental dos Estados Unidos no avançado movimento de instabilização de todo o Cone Sul.

Instabilizar o Cone Sul? Mas, para quê? Ora, para reterritorializar capitais, redefinir investimentos e criar condições para macro-projetos como o da ALCA. Lembram da ALCA, aquele plutocrata e draconiano Acordo de Livre Comércio das Américas e que fora morto e enterrado por líderes regionais como Lula da Silva, Hugo Chaves e Nestór Kirchner? Pois é... A máquina de guerra dos EUA busca reavivar o cadáver.

O aliancismo neoconservador com o gangsterismo de Maurício Macri (Ver Panamá Papers) em uma Argentina igualmente arrasada pelo desmonte sistematizado do rol de políticas sociais edificadas pelo casal Kirchner expressa este drama subcontinental; da mesma forma, os apoios e suportes institucionais que, via Itamaraty está sendo conferido para golpistas, fascistas e sabotadores da vizinha e irmã nação venezuelana já pode ser alçado à condição de crime contra a humanidade.

O movediço político venezuelano e que, bem sabemos, pode descambar em dramática guerra civil com graves consequências para toda a América do Sul tem a pata suja e malcheirosa de Temer e de um Itamaraty caudatário e subserviente ao que temos de pior em matéria de relações internacionais e de unidade latino-sul-americana. Em síntese, o Brasil de Temer é parte ativa e militante dos crimes perpetrados contra a Venezuela. Espero e torço para que a nação caribenha resista e vença!

Recordei por fim, das elites francesas de 1789 que ignoravam o que se passava no meio sombrio e miserável de um campesinato carregado de mágoas e ódios; as cabeças de Luís XVI e Maria Antonieta, em triste lembrança, ainda hoje rolam na Praça da Concórdia, na velha Paris. Do mesmo aconteceu com as elites russas e frequentadoras dos lindos palácios de inverno do Tzar Nicolau II. Foram devoradas pelas baionetas dos bolcheviques.

O que podemos esperar de um Brasil fraturado entre ódios, misérias e tiranias? Vamos ver...

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