Lula tem projeto nacional de desenvolvimento sustentável soberano com justiça social. A direita, uma bolha de fake news
A comparação é inevitável
Os pré-candidatos da direita à Presidência da República não têm um projeto de desenvolvimento para o Brasil, mas ressentimento, negação dos valores democráticos, devido a perda gradativa de privilégios de classe na vigência do Estado Democrático de Direito. Limitam-se a repetir uma agenda anacrônica de pregação da redução do Estado, da desregulação e submissão da sociedade aos ditames das corporações empresariais nacionais e multinacionais que dispõem, aqui, dos seus gerentes de interesses externos.
Não apresentam diretrizes para o desenvolvimento, para a industrialização, inovação tecnológica, redução das desigualdades ou para a inserção soberana do Brasil no mundo. São, na prática, representantes de uma elite atrasada, que luta para conservar a herança da colonização e bloqueia a civilização, a elevação do Brasil ao nível das grandes nações. Ainda mantém o olhar voltado para o hemisfério norte e cultiva os vínculos da dependência como estratégia de manutenção do poder.
Recentemente, essa elite construiu uma bolha de desinformação, que mobiliza setores vulneráveis da sociedade utilizando símbolos nacionais. Veste o povo de verde e amarelo enquanto, nos bastidores, negociam nossa soberania. Prometem a entrega de riquezas como terras raras e minerais críticos a bilionários estrangeiros em troca de apoio político-eleitoral, como fazia no período colonial. Usam falso patriotismo para encobrir os verdadeiros compromissos com forças polí,ticas externas e seus interesses de negócios no Brasil, na tentativa de salvar o projeto neoliberal, do “Consenso de Washington”, naufragado na própria crise que criou no mundo.
Esse vazio programático contrasta com a existência de um projeto estruturado de desenvolvimento sustentável com justiça social, tributária e ambiental, liderado pelo Presidente Lula, que tem o Estado como indutor do crescimento econômico e da distribuição da renda.
Com nossa política externa ativa e altiva, depois do desastroso governo de Jair Bolsonaro, o Presidente Lula reposicionou o Brasil na geopolítica global. O Brasil passou a liderar, nos mais importantes fóruns internacionais, a agenda de erradicação da fome, da pobreza e da desigualdade, de defesa do desenvolvimento econômico sustentável, a transição energética, com preservação do meio ambiente, e o multilateralismo. Ao propor a redução dos gastos militares em favor de investimentos sociais, o Presidente Lula apresenta uma alternativa concreta à lógica de conflito permanente e coloca o diálogo diplomático como construtor de um mundo de paz e entendimento entre as nações.
Ao dialogar com Donald Trump, na crise do “Tarifaço”, o Presidente Lula reafirmou nossa soberania, resistiu a pressões e sanções a autoridades brasileiras, articuladas por Eduardo Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos. Lula solucionou a crise como diálogo e ganhou respeito internacional.
A diferença entre a ausência de projeto da direita e a consistência do atual modelo de desenvolvimento planejado ficou evidente com os resultados da política econômica, social e ambiental. O país cresce cerca de 3% ao ano, com inflação controlada em torno de 4%. O desemprego caiu para aproximadamente 6%, o menor nível recente, enquanto a renda média do trabalho chegou ao patamar recorde de R$ 3.679,00 avanço de mais de 7% em termos reais.
O crédito total superou R$ 6 trilhões, impulsionando consumo e investimento. Programas voltados a microempreendedores movimentam mais de R$ 200 bilhões, fortalecendo o segmento que mais gera empregos no país.
Na indústria, o programa Nova Indústria Brasil mobiliza cerca de R$ 370 bilhões até 2027, promovendo inovação e produtividade. No campo, o Plano Safra supera R$ 400 bilhões e o Pronaf direciona cerca de R$ 89 bilhões à agricultura familiar.
Na educação profissional, a rede de Institutos Federais ultrapassa 680 unidades, com mais de R$ 10 bilhões em investimentos recentes e mais de 1,5 milhão de estudantes matriculados. As escolas técnicas e programas de qualificação ofertaram mais de 1 milhão de novas vagas, com investimentos superiores a R$ 8 bilhões.
Os investimentos públicos seguem robustos: mais de R$ 1,7 trilhão mobilizados pelo novo PAC; R$ 170 bilhões anuais em programas sociais; R$ 180 bilhões em educação; R$ 220 bilhões em saúde; mais de R$ 200 bilhões em habitação; e acima de R$ 50 bilhões em ciência e tecnologia. Trata-se de um esforço coordenado que articula crescimento econômico com inclusão social.
O Brasil também se destaca globalmente, com cerca de US$ 60 bilhões em investimento estrangeiro direto em 2025, posicionando-se entre os quatro maiores destinos do mundo. Esse resultado reflete confiança internacional em um país que voltou a ter direção, estabilidade e perspectiva de futuro.
A comparação é inevitável. De um lado, candidatos da direita ancorados no atraso e no ressentimento, sem projeto, sem rumo e subordinados a interesses externos. De outro, um projeto nacional que combina desenvolvimento sustentável, justiça social e soberania. Entre o ressentimento e o projeto, entre a dependência e a soberania, o Brasil definirá seu futuro, nas próximas eleições. Na democracia, a direita sempre perde e o Brasil ganha.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.



