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Hildegard Angel

Jornalista, ex-atriz, filha da estilista Zuzu Angel e irmã do militante político Stuart Angel Jones

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Não foi uma derrota de Messias. Foi um pré-funeral de Alcolumbre

Votação no Senado aponta para uma mobilização decisiva nas urnas

Jorge Messias e Davi Alcolumbre (Foto: José Cruz/Agência Brasil | Waldemir Barreto/Agência Senado)

A sociedade brasileira se sente ferida, agredida, vilipendiada, desde a votação de ontem no Senado. Sob esse impacto, dormimos, e sob a lucidez dessa belíssima análise de Leonardo Attuch despertamos, de olhos bem abertos para a missão que a cidadania nos impõe para esses próximos cinco meses pré-eleição.

Não foi a derrota de Jorge Messias ou a derrota do Governo Lula. Foi um melancólico pré-funeral de Davi Alcolumbre.

Não foi um fracasso. Foi o impulso que esperávamos para alijar, nas urnas, o Congresso do Crime, que se apoderou do país. Não são parlamentares, são salteadores. Não são homens públicos, são quasimodos que emergem das privadas de seus currais eleitorais. Nem políticos eles são. São mafiosos cobradores de proteção para eles mesmos, sem o charme dos filmes de Coppola.

O Brasil é maior que isso. Somos o lírio, e não o lodo para onde querem nos arrastar. Apossaram-se do Orçamento do País e vivem numa incrível festa na piscina do Tio Patinhas, com ouro até o pescoço. Isso é claro quando não estão nas festas do Vorcaro em Trancoso ou a bordo dos jatinhos das Bets.

Chega! Basta! O Brasil é muito maior do que isso. Estaremos na calçada para ver essa Banda Podre passar sem deixar saudades. Mas deixarão uma lição muito bem aprendida por todos nós: o preço da Democracia é um Brasil vigilante, sem conciliações, sem concessões e acertos. O que está em jogo não é o lado da direita, da esquerda, de cima ou de baixo. É o lado do nosso futuro. Vamos com todo o fôlego às urnas. Ou vai ou racha!

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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