O Brasil e o desemprego

O desemprego é uma profunda chaga social. Ele produz violência, fome, o avanço de doenças, a evasão escolar, desagregação de comunidades, a delinquência. O desemprego é o ponto nevrálgico do subdesenvolvimento

O Brasil e o desemprego
O Brasil e o desemprego (Foto: Ueslei Marcelino - Reuters)
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Hoje no Brasil o desemprego, ou sua ameaça, é o que mais aflige os cidadãos. São mais de 28 milhões vivendo na penúria de não ter seu ganha-pão ou submetendo-se ao trabalho precário.

No debate social este é o problema que mais deve concentrar nossa atenção. Precisamos do máximo de esforço para erradicá-lo de nosso país. Esforço que deve ser de cada sindicato, federação, confederação e central sindical.

Com a situação que está colocada, lutar por emprego, pela inserção de quem não está com carteira profissional registrada, é ainda mais urgente do que lutar por aumento real, ainda que esta também seja uma luta fundamental. Isso porque o desemprego é uma profunda chaga social. Ele produz violência, fome, o avanço de doenças, a evasão escolar, desagregação de comunidades, a delinquência. O desemprego é o ponto nevrálgico do subdesenvolvimento.

Neste sentido, as centrais sindicais definiram o dia 10 de agosto como o Dia Nacional do Basta! Basta de desemprego! Basta de reforma trabalhista que retirou direitos, que incentiva a precariedade nos locais de trabalho, que diminui o poder aquisitivo dos trabalhadores, que fere sua representatividade sindical e que, além de tudo, após mais de um ano de sua instituição, fez subir alarmantemente o número de desempregados no país! Basta, ainda, do cinismo de uns e outros, que apresentam propostas de reforma da previdência que visam atingir principalmente os mais pobres. Estes temas estão sendo debatidos e constam no documento Agenda Prioritária_Classe Trabalhadora_2018 e é nossa contribuição para o debate eleitoral que se avizinha. Todos os sindicatos tem como tarefa divulga-lo às suas bases para cobrança dos candidatos.

Para reforçar este “basta”,  nós sindicalistas queremos contar com amplos setores da sociedade civil movimentos populares, o movimento estudantil, as Igrejas, as diferentes instituições sociais (OAB, ABI, UNE…). Todos os cidadãos e cidadãs devem se sentir representados neste grito pela nossa liberdade, desenvolvimento e emancipação. Por isso, conclamo a todos a participarem ativamente no dia 10/08/2018!

Basta de Desemprego!

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