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Alex Solnik

Alex Solnik, jornalista, é autor de "O dia em que conheci Brilhante Ustra" (Geração Editorial)

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O grampo

A quem interessava?

Dias Toffoli, 12 de fevereiro de 2026 (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

Os diálogos da sessão secreta de ontem, na qual Toffoli se afastou (ou foi afastado) da relatoria do caso Master, publicados no Poder 360, causaram indignação e perplexidade entre os ministros do STF.

Primeiro, porque nunca antes uma sessão secreta tinha sido grampeada. E, como não havia mais ninguém na sala, a gravação só pôde ter sido feita por um dos dez presentes.

Depois, porque, segundo a colunista Mônica Bergamo, do UOL, um ministro afirmou ter sido um grampo seletivo, “coisa de moleque”, pois foram publicados somente trechos em que os colegas elogiaram a atuação de Toffoli.

A ser assim, se a maioria não viu suspeição dele mesmo depois de ler o relatório da PF em que ele aparece em conversas com o dono do Banco Master, por que ele renunciou à relatoria?

Embora Toffoli tenha negado o grampo, não há dúvida de que o maior interessado em mostrar publicamente sua inocência era ele próprio.  

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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