O local ideal para a homenagem ao Bolsonaro: Açaí da Wal

Fica aqui a minha sugestão para que a festa aconteça em um ambiente menos hostil: o Açaí da Wal, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro; apesar de Bolsonaro ter pouco apreço pelo estado que o elegeu por 30 anos como deputado federal, já que ignorou os mortos no desabamento de prédios, das chuvas e os fuzilados pelo Exército, nada melhor do que uma festa em casa para garantir paz e tranquilidade; ao lado de milicianos e funcionários fantasmas, Bolsonaro se sentirá mais em casa e menos desprezado do que nos States  

O local ideal para a homenagem ao Bolsonaro: Açaí da Wal
O local ideal para a homenagem ao Bolsonaro: Açaí da Wal (Foto: Reprodução)

Como se não tivéssemos passando por humilhações o suficiente, a homenagem da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos ao presidente Jair Bolsonaro como "homem do ano", simplesmente não consegue achar lugar para acontecer.

Depois do Museu de História Natural de Nova Iorque rejeitar receber o festejo, muito por conta da pressão do prefeito local, Bil de Blasio, chegou a vez do Cipriani Hall, local prestigiado em Wall Street, recusar sediar a homenagem.

Ontem, De Blasio chegou a agradecer ao Museu por ter cancelado a festa em homenagem ao mandatário de extrema-direita. "Jair Bolsonaro é um homem perigoso. Seu racismo visível, homofobia e decisões destrutivas terão um impacto devastador no futuro do nosso planeta. Em nome da nossa cidade, obrigado @AMNH por cancelar este evento", escreveu em sua conta no Twitter.

Bolsonaro e quem o quer homenageá-lo deveria pensar em voos mais baixos e procurar lugares onde, talvez, ele fosse melhor recebido. Espaços públicos nos Estados Unidos já fecharam as portas para homenagens a um racista, homofóbico e machista, e talvez isso aconteça mundo a fora, visto que pouca gente quer relacionar seu nome ao do presidente.

Fica aqui a minha sugestão para que a festa aconteça em um ambiente menos hostil: o Açaí da Wal, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro. Apesar de Bolsonaro ter pouco apreço pelo estado que o elegeu por 30 anos como deputado federal, já que ignorou os mortos no desabamento de prédios, das chuvas e os fuzilados pelo Exército, nada melhor do que uma festa em casa para garantir paz e tranquilidade.

Pra quem não lembra, Walderice Santos Conceição compunha a equipe de 14 funcionários do gabinete parlamentar de Bolsonaro, então deputado federal, ganhando cerca de R$ 2 mil por mês. Uma reportagem da Folha de São Paulo, em janeiro de 2018, mostrou que Wal mantinha uma lojinha de açaí na Vila Histórica de Mambucaba, a 50 quilômetros de Angra dos Reis, onde fica a casa de veraneio do deputado. Enquanto cuidava de seu negócio, não exercia aparentemente nenhuma função ligada ao mandato de Bolsonaro.

Pra tornar o lugar ainda mais familiar, a região de Mambucaba é palco de uma disputa de poder entre milicianos, outro grupo que foi frequentemente homenageado pelo clã Bolsonaro, que concedeu medalhas, comendas e comentários elogiosos para os criminosos paramilitares.

Vai por mim, Bolsonaro: perto de funcionários fantasmas e milicianos, você se sentirá mais em casa do que nestas alta rodas esnobes dos States.

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