“O tempo é o senhor da razão”

Recentes pesquisas ignoradas pela grande mídia golpista revelam que a opinião pública está percebendo cada vez mais quem é quem no caótico cenário político/institucional brasileiro potencializado pelo golpe de 2016

Recentes pesquisas ignoradas pela grande mídia golpista revelam que a opinião pública está percebendo cada vez mais quem é quem no caótico cenário político/institucional brasileiro potencializado pelo golpe de 2016
Recentes pesquisas ignoradas pela grande mídia golpista revelam que a opinião pública está percebendo cada vez mais quem é quem no caótico cenário político/institucional brasileiro potencializado pelo golpe de 2016 (Foto: Durval Ângelo)

Recentes pesquisas ignoradas pela grande mídia golpista revelam que a opinião pública está percebendo cada vez mais quem é quem no caótico cenário político/institucional brasileiro potencializado pelo golpe de 2016. A primeira pesquisa, do Instituto Vox Populi, realizada entre os dias 24 e 26 de fevereiro, indicou que 54% da população do País defendem que o ex-presidente Lula possa concorrer às eleições em outubro, crescendo de 42 para 46 o percentual dos que apontam a seletividade do Judiciário e a perseguição do juiz Sérgio Moro contra o Partido dos Trabalhadores e o seu líder.

Algoz do ex-presidente e já preparando as malas para morar no país de seu coração, os Estados Unidos, Sérgio Fernando Moro, aliás, está provando do seu próprio veneno, como revelou também a segunda pesquisa, a do Instituto Ipsos, não por acaso, divulgada discretamente pelo conservador jornal “Estado de São Paulo” na semana passada. Realizada na primeira quinzena de fevereiro, a pesquisa apontou que a desaprovação ao juiz de primeira instância de Curitiba cresceu para 51% - nada menos do que 12 pontos percentuais a mais do que o índice dos que aprovam a sua conduta parcial.

Chamou-me ainda a atenção na pesquisa do Ipsos o acentuado descrédito junto à população de outros representantes de órgãos do poder Judiciário e do Ministério Público. A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmen Lúcia, por exemplo, é desaprovada por 49% da opinião pública brasileira, enquanto que a procuradora-geral Raquel Dodge. por 48% - portanto, tecnicamente empatada com a colega do Supremo, já que a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais. Na mesma toada de descrédito, o ministro do STF Gilmar Mendes superou-as, emplacando 75% de desaprovação dos brasileiros.

Em se tratando de representantes do poder Legislativo e do Executivo, os indicadores chegam à estratosfera. Conhecido por usar 250 vezes os jatinhos da FAB apenas no ano passado, o presidente viajante da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, cravou 69% de desaprovação na pesquisa do Ipsos. Pior do que Rodrigo Maia figura apenas o ilegítimo Michael Temer, que é desaprovado por 93% da população, mas aposta na intervenção militar no Rio de Janeiro e na ajuda das Forças Armadas para alavancar uma eventual candidatura à Presidência.

Ao cotejar os dados da pesquisa do Instituto Ipsos com as candidaturas presidenciais, vemos também que os índices de Lula são imbatíveis em qualquer cenário. Segundo os indicadores, o ex-presidente é aprovado por 42% dos brasileiros, enquanto que Marina Silva por 29%, Jair Bolsonaro por 24%, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, por 20%, Ciro Gomes por 18% e o ministro Henrique Meirelles por apenas 5%. No ranking da reprovação, Alckmin tem 68% e disputa o segundo lugar, atrás do ilegítimo Temer, com Rodrigo Maia (69%) e Meirelles (67%), seguidos por Ciro Gomes (65%), Marina Silva (62%), Bolsonaro (58%) e Lula (56%).

Já pesquisa mais recente, da CNT/MDA, confirmou que o ex-presidente Lula vence as eleições de outubro em todos os cenários, tanto no primeiro quanto no segundo turno. Com 33,4% das intenções de voto, o líder do PT tem o dobro das intenções de voto de Bolsonaro (16,8%), que é seguido por Marina (7,8%), Alckmin (6,4%) e Ciro (4,3%). Segundo a pesquisa, realizada entre os dias 28 de fevereiro e 3 de março, o ex-presidente é também o que tem a menor taxa de rejeição entre os candidatos.  

Depois de quatro anos de ataques covardes e diuturnos aos governos democrático-populares do presidente Lula e da presidente Dilma e ao PT, estes indicadores estão como que a atestar o velho provérbio popular de que “o tempo é o senhor da razão”. Como adverti no passado, o golpe perpetrado pelas forças do atraso comandadas pelo capital financeiro, pela mídia golpista e por setores do Judiciário gerou tempos sombrios e caos político/institucional, agravados pelo acirramento da crise econômica com o congelamento dos investimentos sociais e os ataques aos direitos dos trabalhadores. A tudo isso, se contrapõe corajosa resistência de sindicatos, movimentos sociais e populares, e como apontam as pesquisas, a população brasileira, separando o joio do trigo, vai inexoravelmente identificando quais são peças manipuladas nesse “jogo de xadrez”. O resultado decidirá o destino do nosso País.

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