PSB estica demais a corda nas negociações, mas PT não desistirá de Haddad em São Paulo

Negociações entre as direções do PT e PSB chegam a um impasse; São Paulo é chave, informa Mauro Lopes

www.brasil247.com - Haddad, Lula, França e Siqueira
Haddad, Lula, França e Siqueira (Foto: Stucket | Divulgação)


Por Mauro Lopes

Segundo alguns influentes líderes petistas, que acompanham de perto as negociações para a chapa presidencial de 2022, o PSB está esticando a corda em demasia, confiando que tem todas as cartas na mão. Mas erra,  ao exigir mais do que pode ao PT.

Numa importante reunião entre dirigentes das duas legendas nesta segunda-feira (19), a cúpula do PSB exigiu que o PT entregue aos socialistas as candidaturas ao governo em sete estados. São Paulo, segundo o PSB, seria um deles e foi apresentado uma exigência “inegociável”.

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Mas o PT não entregará São Paulo, pois considera Fernando Haddad um candidato mais preparado que Márcio França, além de as pesquisas o apontarem como mais competitivo. Segundo o Datafolha do último sábado (18), Haddad tem 28% das intenções de voto com Geraldo Alckmin fora da disputa, nove pontos à frente de França, que tem 19%. Ademais, se Alckmin e Haddad saem da disputa, há uma tendência de migração de votos mais para  Boulos do que para França.

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Por fim, mas não menos importante: Lula quer Haddad no governo de São Paulo. Há uma união férrea entre os dois. Lula é grato a Haddad pelo papel que desempenhou em seu segundo governo como ministro da Educação e sobretudo pela postura de seu ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo na duríssima batalha de 2018. Lula vê em Haddad um possível sucessor como líder de um PT renovado que estabeleça novos laços com a sociedade e apresente um projeto social-democrata consistente para o país.  

A pressão do PSB parece dar como certa a filiação de Alckmin ao partido, mas os dirigentes socialistas contam com o ovo ainda na galinha. Alckmin quer ser vice de Lula e já está patente que se o PSB não for o caminho, haverá outros. 

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O ex-governador pode ser vice de Lula pelo PSD, pelo Solidariedade ou outro partido. 

Os socialistas assumem, nas negociações a postura de quem estaria fazendo um enorme favor ao PT. Desconsideram a gravidade do momento e, pelo jeito, não atentaram que a aliança com Lula é que poderá dar ao partido uma estatura nacional. Por enquanto, o partido é apenas uma federação de caciques regionais.

Tudo caminha para que Lula e Alckmin formem a chapa em 2022. Se o PSB estará nela é incerto, nesta altura das negociações. A chave é São Paulo.

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