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Pedro Desidério Checchetto

Psicólogo clínico e mestre em psicologia social pela PUCSP. Realiza atendimentos na rede de atenção psicossocial no município de São Paulo e em consultório particular.

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Seminário indica que políticas de juventude espanholas podem ser uma inspiração para o Brasil

"Soa utópico querer um marco zero das políticas para a juventude no Brasil, com centros como esses espalhados por todo o país?"

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(Foto: JON NAZCA-REUTERS)
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Na última semana ocorreu o Seminário “Brasil-Espanha – Psicologia e Políticas Públicas para a Juventude”. O evento contou com a presença de membro da secretária brasileira de juventude, Guilherme Barbosa, do professor e pesquisador espanhol Jordi Domingo, da Universidade de Lleida, sendo mediado pelo NUPPDES (Núcleo de Estudos em Políticas Públicas e Desigualdade Social), da PUC-SP, e comunidade acadêmica.

Esse tema é objeto da minha pesquisa de doutorado, numa interface de políticas entre os dois países. Conforme apresentado pelo secretário Guilherme Barbosa, o Brasil está em um momento de reconstrução das políticas juvenis, após o lançamento do programa “Pé de Meia”, que financia jovens do ensino médio para diminuir a evasão escolar, além de nova edição do programa “Pró-Jovem”, que pretende capacitar jovens nem-nem pertencentes a familias de classe social mais baixa.

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A experiência espanhola aponta caminhos para a melhoria nos índices de escolaridade, redução do desemprego juvenil e diminuição do abandono escolar precoce, especialmente após o difícil período pós-crise de 2008. Após um rigoroso ajuste fiscal nos anos subsequentes, que gerou muitos protestos e um alto índice de emigração jovem, foi estabelecido um pacto federal para reconstruir as condições de permanência dos jovens no país. Na região da Catalunha, especificamente, cada capital de comarca (são cerca de 40 comarcas) atualmente conta com a presença de um centro de juventude. Nestes centros, técnicos de juventude trabalham junto aos jovens em algo equivalente ao Projeto Terapêutico Singular, familiar aos profissionais de saúde mental no Brasil. Avaliam-se as necessidades e projetos dos jovens, relacionados à cultura, educação, trabalho, esporte, intercâmbio e moradia, em parcerias com moradias subsidiadas, órgãos públicos e privados de educação e trabalho, além da construção de políticas culturais em espaços públicos nos municípios, com a participação inclusive das câmaras de vereadores, e cursos de capacitação profissional. Tive a oportunidade de conhecer e acompanhar a estrutura desses locais, que são excelentes.

Evidentemente, há desafios, como lidar com quase 30% de jovens estrangeiros em algumas regiões, muitos dos quais imigram em condições extremamente adversas. Como disse o secretário Guilherme durante a discussão com o professor espanhol: “Professor, aqui ainda estamos tentando fazer com que os jovens, especialmente os de periferia, permaneçam vivos, dada a extrema violência e vulnerabilidade de determinadas regiões”. Soa utópico querer um marco zero das políticas para a juventude no Brasil, com centros como esses espalhados por todo o país, especialmente nas periferias das grandes metrópoles?

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