Marinha lança navio-patrulha Mangaratiba e reforça vigilância em áreas estratégicas
Embarcação construída no Brasil será usada em missões de patrulhamento, salvamento e proteção de infraestruturas energéticas
247 - A Marinha do Brasil lançou ao mar, nesta segunda-feira (27), o navio-patrulha “Mangaratiba” (P73), em cerimônia realizada no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. O evento foi presidido pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e contou com a presença de autoridades civis e militares. As informações foram divulgadas pela Agência Gov.
Durante o evento, o ministro destacou o impacto da entrega para o fortalecimento da indústria nacional de defesa. Segundo ele, “essa entrega não apenas fortalece a Marinha e a Defesa, mas reflete ganhos reais, palpáveis e significativos para a economia do país, a geração de postos de trabalho qualificados e o incremento tecnológico nacional”.
José Múcio também ressaltou o papel estratégico da nova embarcação na proteção das águas jurisdicionais brasileiras e no atendimento à população. “Esse lançamento representa mais um degrau rumo à modernização do poder naval brasileiro, com relevante emprego em áreas de imenso desafio, como nos nossos rios interiores, no atendimento de segurança e apoio a comunidades difusas pelo país, contribuindo para a salvaguarda da vida humana no mar e o combate de ilícitos em nossas águas jurisdicionais, em especial na foz do rio Amazonas e na nova fronteira exploratória de petróleo e gás da margem equatorial”, afirmou.
Ao encerrar sua participação, o ministro mencionou ainda o Programa Nuclear da Marinha, incluindo o desenvolvimento do navio nuclear Álvaro Alberto. “Tenho muita confiança no sucesso desse projeto e nos benefícios ao Brasil, decorrentes da pesquisa e desenvolvimento para a conclusão desse significativo marco histórico”, disse.
O comandante da Marinha, almirante de esquadra Marcos Sampaio Olsen, reforçou a importância estratégica do navio para a presença do Estado em regiões sensíveis. “O novo meio integrará o Comando do 4ª Distrito Naval, cuja jurisdição agrega a foz do rio Amazonas e a margem equatorial, nova fronteira, dotada de peculiar potencial geológico e energético. É um espaço de inequívoca relevância, intensifica desafios à soberania, demandando presença efetiva e vigilância permanente do Estado brasileiro”, declarou.
Tradição e simbolismo no batismo naval
Seguindo a tradição naval, a secretária-geral do Ministério da Defesa, Cinara Wagner Fredo, atuou como madrinha da embarcação e realizou o batismo do “Mangaratiba”. Na ocasião, ela destacou o significado do momento. “Como servidora pública do Ministério da Defesa fiquei muito honrada e grata pelo convite. O Mangaratiba, além de tudo, simboliza o fortalecimento da nossa Base Industrial de Defesa, seja na geração de empregos, seja na questão técnica, e mostra que estamos preparados para produzir navios patrulha dessa qualidade”, afirmou.
O batismo representa um rito simbólico que marca o início da trajetória operacional do navio, com votos de segurança e sucesso à tripulação.
Capacidade operacional e modernização da frota
O navio-patrulha “Mangaratiba” tem capacidade para até 51 militares e autonomia de aproximadamente 2.500 milhas náuticas, o equivalente a cerca de 5 mil quilômetros. A embarcação será empregada em ações de patrulhamento, busca e salvamento, além da proteção de estruturas estratégicas, como plataformas de petróleo e gás.
Além do novo navio, a Marinha mantém em construção o “Miramar” (P74), também da classe “Macaé”, no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. A iniciativa integra o processo contínuo de modernização da força naval brasileira e o fortalecimento da presença marítima em áreas consideradas prioritárias para a soberania nacional.
