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Aldo Rebelo alerta para déficit de engenheiros no Brasil

Ex-ministro diz que país pode enfrentar escassez de profissionais e defende retomada de investimentos em infraestrutura e indústria para reverter o cenário

Aldo Rebelo (Foto: Agência Brasil)

247 - O ex-ministro e pré-candidato à Presidência da República Aldo Rebelo usou as redes sociais para chamar atenção para a crise na formação de engenheiros no Brasil e seus impactos no desenvolvimento econômico. Em publicação na plataforma X (antigo Twitter), ele destacou dados preocupantes sobre o setor e defendeu medidas estruturais para reverter o quadro.

Segundo a postagem, o país enfrenta atualmente um déficit de cerca de 75 mil engenheiros, com apenas aproximadamente 50 mil formandos por ano nas diversas áreas da Engenharia. Rebelo também ressaltou a queda no interesse dos jovens pela profissão, apontando que, entre 2015 e 2024, houve redução de cerca de 30% nas matrículas em cursos da área, além de uma taxa de evasão estimada em 65%.

Ao abordar a questão de gênero, o ex-ministro afirmou que apenas cerca de 20% dos profissionais da Engenharia são mulheres, o que, segundo ele, revela um “grande subaproveitamento de talentos”. Para reforçar a gravidade da situação, ele citou declaração de Vinicius Marquese ao jornal Valor Econômico: “Se essa tendência se mantiver até 2030, o país poderá enfrentar um déficit de até 1 milhão de engenheiros”.

Na avaliação de Rebelo, a crise na Engenharia está diretamente ligada ao processo de desindustrialização do país e à incapacidade de oferecer boas oportunidades de trabalho para os profissionais formados. Ele também atribuiu parte do problema ao baixo nível histórico de investimentos em infraestrutura, além de entraves como restrições fiscais, dificuldades de licenciamento e interferências políticas.

O ex-ministro comparou o cenário brasileiro com o modelo adotado pela China, onde, segundo ele, a Engenharia ocupa papel central no desenvolvimento nacional. Rebelo destacou que líderes como Xi Jinping, Jiang Zemin e Hu Jintao têm formação na área, além de mencionar a presença de centenas de engenheiros no Congresso chinês.

De acordo com ele, esse perfil reflete uma estratégia de país que prioriza investimentos em infraestrutura, ciência, tecnologia e inovação. “Na China, o nível de investimento público e privado em infraestrutura e indústrias é o maior do mundo”, destacou na publicação.

Ao final, Rebelo defendeu a necessidade de um projeto nacional que valorize a Engenharia e estimule investimentos em setores estratégicos como óleo e gás, mineração, fertilizantes, energia e logística. Para ele, a crise atual é apenas um sintoma de um problema mais amplo e estrutural. “O Brasil precisa acordar antes que seja tarde!”, afirmou.

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