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Alexandre Padilha denuncia: empresários estão construindo "mercado privado e ilegal de vacinas"

“O que estamos vendo é um grupo de empresários criando um camarote clandestino de vacinação, e que pode estar incorrendo em uma série de crimes", disse o ex-ministro Alexandre Padilha

Alexandre Padilha denuncia: empresários estão construindo "mercado privado e ilegal de vacinas" (Foto: ABr | Reprodução)

247 - O deputado federal e ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT-SP) afirmou que a compra de imunizantes contra a Covid-19 por um grupo de políticos e empresários de Minas Gerais comprova a existência de “um mercado privado e ilegal de vacinas que está se construindo no Brasil”. “O que estamos vendo é um grupo de empresários criando um camarote clandestino de vacinação, e que pode estar incorrendo em uma série de crimes", completou Padilha, em entrevista à DW Brasil

"Uma parte da elite econômica brasileira tem uma visão de que precisa ter um camarote em tudo, tem que ter um privilégio e excluir o resto da população em tudo. Infelizmente, é uma elite que ainda cultua, de certa forma, os valores do período da escravidão. Acha que, por ter dinheiro, tem privilégios que outros não podem ter”, observou o ex-ministro. 

Padilha ressalta que “no Brasil, só dois lugares podem vacinar: o sistema público – nas unidades do SUS – ou clínicas privadas. Quem fez a aplicação dessa vacina? O SUS não foi. Alguma clínica privada?”. “Ela tem que ter registro na Anvisa, na vigilância sanitária e no Conselho Regional de Medicina. Quem fez isso? Aparentemente não foi nem o SUS nem uma clínica privada. Entrou de forma clandestina”, destacou. 

Padilha disse, ainda, que está oficiando o Ministério Público para que seja iniciada “uma investigação sobre como foi feita a importação, quem assumiu a responsabilidade de guardar as vacinas aqui, quem vendeu a vacina. É muito importante que se investigue, que sejam punidos de imediato empresários e políticos que estão relacionados com isso, para coibir. Isso tem que ser pedagógico, tem que proibir qualquer possibilidade de multiplicação desses camarotes no Brasil”.