Aliados avaliam que Bolsonaro errou ao politizar caso da Coronavac antes de esclarecimentos técnicos

De acordo com um aliado, poderá ficar provado que a morte do voluntário não teria relação com os testes da Coronavac, deixando Jair Bolsonaro numa situação no mínimo "desconfortável"

Jair Bolsonaro e CoronaVac
Jair Bolsonaro e CoronaVac (Foto: Reuters)
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247 - Aliados e interlocutores avaliaram que Jair Bolsonaro errou ao politizar a interrupção dos testes da vacina Coronavac antes de explicações técnicas sobre o medicamento. A informação é do blog do Valdo Cruz. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu temporariamente os testes da vacina por causa de uma reação adversa grave. 

Ao responder a um usuário do Facebook nesta terça-feira (10), Jair Bolsonaro escreveu "mais uma que Jair Bolsonaro ganha", em referência ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que iniciou a parceria com a fabricante chinesa Sinovac para produção da vacina e é desafeto político de Bolsonaro. O tucano é especulado como potencial candidato a presidente em 2022. 

"Morte, invalidez, anomalia. Esta é a vacina que o Dória queria obrigar a todos os paulistanos tomá-la. O Presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha", escreveu Bolsonaro na rede social, sem citar fontes ou referências científicas na sua afirmação.

De acordo com um aliado, poderá ficar provado que a morte do voluntário não teria relação com os testes da Coronavac, deixando Bolsonaro numa situação no mínimo "desconfortável".

Ou, então, avaliou esse aliado, Bolsonaro tem informações privilegiadas vindas da Anvisa, uma agência que deve ser independente. O entrevistado pelo blog do Valdo Cruz afirmou que isso seria mais "delicado" neste momento, porque o órgão poderia estar sendo usado politicamente pelo Palácio do Planalto.

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