Amazônia segue em chamas: cidade do Pará tem 128 focos de queimadas em cinco dias

Em um governo com sérias dificuldades para lidar com uma das maiores crises ambientais do País, o município de São Félix do Xingu, no Pará, foi a cidade da Amazônia teve o maior número de focos de queimadas entre domingo (1º) e quinta-feira (5), apontou o Inpe. Em agosto, o número de focos de queimadas na Amazônia foi o maior dos últimos 9 anos

ALTAMIRA, PARA, BRAZIL: Aerial image of burning in Altamira, state of Pará.
ALTAMIRA, PARA, BRAZIL: Aerial image of burning in Altamira, state of Pará. (Foto: Victor Moriyama/Greenpeace)

247 - A Amazônia continua em chamas. Em um governo que demonstra sérias dificuldades para lidar com uma das maiores crises ambientais do País, o município de São Félix do Xingu, no Pará, foi a cidade da Amazônia que registrou o maior número de focos de queimadas entre domingo (1º) e quinta-feira (5), de acordo com o Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em agosto deste ano, o número de focos de queimadas na Amazônia foi o maior dos últimos 9 anos.

As estatísticas do Inpe colocam o município paraense em primeiro lugar em queimadas no período, com 128 focos. Em seguida, estão Lábrea (AM), com 122 focos, seguido por Feijó (AC), com 115 focos. O sistema do Inpe usa como referência imagens produzidas pelo satélite Aqua, que pertence à agência espacial dos Estados Unidos(Nasa).

De acordo com o Exército Brasileiro, cerca de 150 militares estão sendo empregados na Operação Verde Brasil no sudeste do Pará, onde fica São Félix do Xingu. 

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) havia alertado que a destruição em junho cresceu 88% e em julho 278% na comparação com iguais períodos de 2018.

Por causa da destruição acelarada na Amazônia, a Alemanha anunciou a suspensão de quase R$ 155 milhões destinados a projetos de preservação ambiental no Brasil e a Noruega anunciou o bloqueio de cerca de R$ 133 milhões, destinados ao Fundo Amazônia. 

Ruralistas já preveem boicote aos produtos brasileiros. Questionado pela reportagem Valor Econômico se "é questão de tempo que parem de comprar do Brasil", o presidente da presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), o goiano Marcello Brito, foi taxativo: "É questão de tempo".

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