Após demissão de Castello Branco, quatro membros do conselho da Petrobras pedem para deixar cargos

O colegiado é formado por um presidente e dez conselheiros, sendo seis deles do bloco do governo federal, que é o acionista controlador. Os quatros que pediram a não recondução fazem parte do bloco do governo

(Foto: ABr)
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247 - Quatro membros do conselho de administração da Petrobras pediram para não serem reconduzidos na próxima eleição para o colegiado, segundo comunicado da estatal. Dois deles alegaram questões pessoais e outros dois alegaram discordâncias com a política recente de Jair Bolsonaro, que retirou o neoliberal Roberto Castello Branco para colocar o general Joaquim Silva e Luna na presidência da empresa.

O colegiado é formado por um presidente e dez conselheiros, sendo seis deles do bloco do governo federal, que é o acionista controlador. Os quatros que pediram a não recondução fazem parte do bloco do governo.

Confira nota da Petrobras:

“Petrobras sobre não recondução de Conselheiros de Administração

Rio de Janeiro, 2 de março de 2021 – A Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras, em continuidade aos

comunicados de 19/02/2021 e 23/02/2021, comunica que foi informada pelos Conselheiros de Administração João Cox Neto, Nivio Ziviani, Paulo Cesar de Souza e Silva e Omar Carneiro da Cunha Sobrinho que não pretendem ser reconduzidos ao Conselho de Administração da companhia na próxima Assembleia Geral Extraordinária (AGE).

Os Conselheiros João Cox Neto e Nivio Ziviani informaram que, ao tempo que agradecem o convite para a recondução, lamentavelmente não poderão aceitar por razões pessoais.

O Conselheiro Paulo Cesar de Souza e Silva manifestou-se nos seguintes termos: “Em virtude que meu mandato de Conselheiro de Administração será, em breve, interrompido inesperadamente peço, por favor, para não ser reconduzido ao Conselho de Administração na próxima Assembleia. Aproveito para registrar meu respeito e reconhecimento pelo excelente trabalho desenvolvido pela Diretoria Executiva e funcionários da Petrobras bem como pelos meus colegas Conselheiros sob a liderança do Presidente Eduardo Leal.”

O Conselheiro Omar Carneiro da Cunha se manifestou no seguinte sentido, em mensagem dirigida ao Presidente do Conselho: “Em virtude dos recentes acontecimentos relacionados as alterações na alta administração da Petrobras, e os posicionamentos externados pelo representante maior do acionista controlador da mesma, não me sinto na posição de aceitar a recondução de meu nome como Conselheiro desta renomada empresa, na qual tive o privilégio de servir nos últimos sete meses. Sob sua liderança, participei em um Conselho de Administração de altíssimo nível, que se manteve aderente as estratégias devidamente aprovadas, e seguindo os mais altos níveis de governança e de conformidade com os estatutos da empresa, e aos mais altos padrões de gestão empresarial. Lidei com uma Diretoria do mais alto padrão e funcionários excepcionais. A mudança proposta pelo acionista majoritário, embora amparado nos preceitos societários, não se coaduna com as melhores práticas de gestão, nas quais procuro guiar minha trajetória empresarial. Sendo assim, acredito que minha contribuição ao Conselho de Administração e à empresa seria fortemente afetada, e minha efetividade reduzida. Agradecendo mais uma vez a forma elegante e profissional como você e os demais companheiros deste CA me recepcionaram, subscrevo-me.”.

A recondução desses Conselheiros havia sido proposta pela União Federal, conforme ofício do Ministério de Minas e Energia recebido pela Companhia em 19/02/2021.

Eventuais substitutos indicados pelo acionista controlador serão submetidos ao processo de análise de gestão e integridade da companhia e objeto de análise pelo Comitê de Pessoas.

Fatos julgados relevantes serão oportunamente comunicados ao mercado.”

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