Bancada do PT decide apresentar pedido de convocação de Campos Neto, que consultava André Esteves sobre juros

Decisão foi aprovada em reunião da bancada, em que o lider, deputado Bohn Gass (PT-RS), avaliou que o presidente do Banco Central tratou o banqueiro como patrão

(Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)


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247 - A bancada do PT decidiu nesta segunda-feira (25) apresentar um pedido de convocação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, à Câmara para explicar as circunstâncias em que consulta o banqueiro André Esteves, do banco BTG Pactual, sobre a definição da taxa de juros. 

Decisão foi aprovada em reunião da bancada, em que o lider, deputado Bohn Gass (PT-RS), avaliou que o presidente do Banco Central tratou o banqueiro como patrão.

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Bohn Gass disse que a conversa revelada por André Esteves não foi uma "consulta normal ao mercado, mas uma "prestação de contas de empregado para patrão". 


A revelação da conversa entre André Esteves e Roberto Campos foi feita pelo próprio Esteves, em áudio vazado e divulgado com exclusividade pelo 247, e confirmada pelo presidente do BC, que disse que a medida seria "prática de bancos centrais". 

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No áudio, Esteves diz que Campos Neto o procurou para saber qual deveria ser o piso ("lower bound") da taxa de juros no Brasil. O dono do BTG também diz que, caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vença as eleições presidenciais de 2022, não será necessariamente um problema porque "teremos mais dois anos de Campos Neto" no Banco Central, instituição que passou a ser independente após o golpe de 2016.

Em resposta ao 247, Campos Neto enviou a nota no seguinte teor: “Como é da prática de bancos centrais e de autoridades de supervisão no mundo, os membros da Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil mantêm contatos institucionais periódicos com executivos de mercados regulados e não-regulados para monitorar temas prudenciais que possam ameaçar a estabilidade do sistema financeiro e/ou para colher visões sobre a conjuntura econômica. Esses contatos incluem dirigentes de instituições financeiras ou de pagamento e seguem rígidas normas legais e de conduta, com destaque para os períodos de silêncio e as regras de exposição pública”.

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A posição de Campos Neto, no entanto, é contestada por economistas. Segundo José Luís Oreiro, professor da Universidade de Brasília, se o Brasil fosse um país sério, Campos Neto seria demitido pelo Senado. Confira a fala de André Esteves sobre o Banco Central.

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