Banco Central inicia monitoramento de bets ilegais após alerta do TCU
Novas regras têm como objetivo rastrear movimentações financeiras associadas ao mercado irregular de apostas online no Brasil
247 - O Banco Central iniciou nesta quinta-feira (21) o monitoramento de pessoas físicas e empresas suspeitas de operar apostas ilegais no Brasil. As medidas atingem plataformas de apostas esportivas sem autorização para funcionar no país e jogos online como o Fortune Tiger, conhecido popularmente como "jogo do tigrinho". Segundo o jornal O Globo, o objetivo é rastrear movimentações financeiras associadas ao mercado irregular.
Segundo as novas normas divulgadas pelo Banco Central na terça-feira (19), instituições financeiras reguladas pela autarquia deverão compartilhar informações sobre depósitos feitos em bets ilegais e também sobre empresas que atuem na intermediação desses pagamentos.
As instituições terão de adaptar seus sistemas para aderir às novas exigências. O prazo para o início do monitoramento de transações com criptoativos vai até 30 de outubro. Já o acompanhamento de todas as operações relacionadas a contas suspeitas de pertencerem a bets ilegais deverá começar até 1º de dezembro.
O sistema utilizado será o Fraud Marker, mecanismo já empregado para alertas de fraudes no Pix. As marcações feitas pelas instituições financeiras ficarão sob sigilo, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Alerta do TCU
A publicação das novas regras ocorreu no mesmo dia em que o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou "deficiências sistêmicas" na fiscalização das bets ilegais pelo Ministério da Fazenda.
De acordo com documento citado pelo tribunal, o mercado ilegal de apostas movimenta entre R$ 26 bilhões e R$ 40 bilhões por ano. O volume representa entre 41% e 51% de todo o dinheiro destinado a jogos no Brasil.
Os números constam em estudo produzido pela consultoria LCA, contratado por empresas de apostas e posteriormente revisado pelo TCU



