Bolsonaro diz que homem que desejava ser seu vice quis matá-lo

Jair Bolsonaro recorreu à revista Veja para reativar a teoria da conspiração em torno do atentado sofrido por ele durante a campanha eleitoral e afastar o foco das denúncias de corrupção que envolvem diretamente o filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro, quando este era deputado pelo Rio. Na entrevista, Bolsonaro afirma ter sido alvo de uma conspiração e insinua que um ex-ministro – que estaria cotado para ser o seu vice na época – estaria envolvido no caso

(Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
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247 - Jair Bolsonaro recorreu à revista Veja para tentar reativar a teoria da conspiração em torno do atentado a faca, cometido por Adélio Bispo dos Santos de que foi vítima durante a campanha eleitoral e, desta forma, tentar afastar o foco das denúncias de corrupção que envolvem diretamente o filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro, quando este ocupava uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Na entrevista ao diretor da sucursal da revista em Brasília, Policarpo Junior, Bolsonaro afirma ter sido alvo de uma conspiração e insinua que um ex-ministro – que estaria cotado para ser o seu vice na época – estaria envolvido no caso. 

“O meu sentimento é que esse atentado teve a mão de 70% da esquerda, 20% de quem estava do meu lado e 10% de outros interesses. Tinha uma pessoa do meu lado que queria ser vice. O cara detonava todas as pessoas com quem eu conversava. Liguei para convidar o Mourão às 5 da manhã do dia em que terminava o prazo de inscrição. Se ele não tivesse atendido, o vice seria essa pessoa. Depois disso, eu passei a valer alguns milhões deitado”, disse Bolsonaro na entrevista que chega às bancas neste final de semana. 

Embora não cite nomes ao longo da entrevista, os detalhes revelados ao longo da conversa apontam para o suposto envolvimento de um ex-ministro de seu governo no atentado sofrido por ele em Minas Gerais. A razão seria uma vingança por ele ter perdido o posto de vice na chapa presidencial para o general Hamilton Mourão. As investigações da Polícia Federal sobre o caso, contudo, apontam que Adélio Bispo teria agido sozinho. 

No texto, a revista tece diversos elogios ao atual governo e passa pano no que chama de “trapalhadas administrativas” do primeiro ano de gestão de Jair Bolsonaro e diz que “para o presidente, o balanço é alvissareiro: reformas importantes foram aprovadas, a economia voltou a crescer, o desemprego dá sinais de recuo, a inflação está sob controle, os juros são os mais baixos da história, casos de corrupção institucional e de fisiologismo explícito sumiram do noticiário e a criminalidade está em baixa. Esses dois cenários aparentemente antagônicos retratam de certo modo o que foi o governo em 2019 — um misto de boas e más notícias”. 

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