Bolsonaro em rota de colisão com ministro da Saúde coloca o país em risco ainda maior

Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, única liderança com racionalidade na cúpula do governo na crise do coronavírus, começa a ser alvo de Bolsonaro e sua eventual demissão poderá gerar uma crise de gravíssimas proporções

Jair Bolsonaro e  Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta
Jair Bolsonaro e Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (Foto: Carolina Antunes/PR)
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247 - Ministro da Saúde,  Luiz Henrique Mandetta, única liderança com racionalidade na cúpula do governo na crise do coronavírus, começa a ser alvo de Bolsonaro. Com isso, o risco para o país aumenta dramaticamente. Bolsonaro está expondo o Brasil a um risco como nenhum outro país e uma eventual demissão de Mandetta pode gerar uma crise de gravíssimas proporções. 

Apesar de fazer um trabalho de combate ao avanço do novo coronavírus, Mandetta entrou em rota de coalizão com o ex-capitão ainda no início da crise, quando determinou a proibição da saída de navios de cruzeiros até que o país consiga superar a emergência sanitária. 

Segundo reportagem do blog do jornalista Lauro Jardim, Bolsonaro teria insistido para que Mandetta recuasse da determinação de proibir a saída de cruzeiros. “Talvez porque batesse de frente com o seu discurso de que está tudo tranquilo no país”, ressalta o jornalista. Mandetta, porém, conseguiu manter a proibição. 

Poucos dias depois, Bolsonaro descumpriu as orientações - do próprio MInistério da Saúde - sobre a necessidade de permanecer em quarentena e de evitar contato com multidões, uma vez que foi exposto ao risco de contágio durante uma viagem aos Estados Unidos. 

Bolsonaro também teria se irritado com o fato de Mandetta ter auxiliado o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), desafeto do ex-capitão, a elaborar um plano de contingência para o enfrentamento ao covid-19. 

Mandetta, o que você está fazendo aí ao lado desse Doria?”, teria questionado Bolsonaro. Apesar de Mandetta responder que estava cumprindo suas obrigações como ministro, Bolsonaro não teria aceitado o fato, o que pode colocar em risco as ações do país para enfrentar a pandemia. 

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