Bolsonaro tripudia da pobreza e do desemprego: 'pobres foram acostumados a não ter profissão'

Jair Bolsonaro também criticou um estudo que aponta que 33 milhões de pessoas sofrem com a fome no Brasil. “Não é esse número todo”, disse

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Bolsonaro (Foto: Reuters | ABr | Pxhere)


247 - Jair Bolsonaro (PL) voltou a minimizar o problema da fome no Brasil, onde 33 milhões de pessoas sofrem de insegurança alimentar, e afirmou que a população pobre está "acostumada” a não ter uma profissão. “Tirar as pessoas da linha da pobreza é um trabalho gigantesco. São pessoas que foram ao longo dos anos acostumadas a não se preocupar ou o Estado negar uma forma de ela aprender uma profissão", disse o ocupante do Palácio do Planalto em entrevista à emissora católica Rede Vida na quarta-feira (21), de acordo com o Metrópoles

Ele também voltou a minimizar o problema da fome no Brasil ao dizer que os dados estão superestimados. “Não é esse número todo”, afirmou. Dados do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), apontam que 33 milhões de pessoas sofrem com a fome no Brasil. Segundo Bolsonaro, as pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza podem recorrer ao Auxílio Brasil.

Também na quarta-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tentou desacreditar o estudo afirmando considerar os dados uma “mentira”. "33 milhões de pessoas passando fome é mentira. Nós estamos transferindo para os mais pobres, com o Auxílio Brasil, 1,5% do PIB, 3 vezes mais do que recebiam antes", disse Guedes. 

Na entrevista, Bolsonaro disse, ainda que se for reeleito irá indicar dois novos juízes para o Supremo Tribunal Federal (STF) que sejam contrários ao aborto no Brasil. Ainda conforme ele, a Corte age de forma “completamente independente” dos outros Poderes e possui um “ativismo muito forte”.

“O Judiciário se coloca como um poder, no caso o STF, completamente independente. Eles têm um ativismo muito forte. O último agora foi mexer nos decretos [que flexibilizaram o acesso a armas de fogo]. Os decretos, está lá na nossa Constituição, que é privativo do Legislativo questionar decretos, via projeto de decreto legislativo”, afirmou.

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