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Com aval de Bolsonaro, militares voltam a pressionar TSE e a questionar segurança das urnas eletrônicas

Pressão do militares acontece na mesma semana em que o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, diz que as Forças Armadas buscam "colaborar" com o TSE

Bolsonaro com militares, fachada do TSE e urna eletrônica (Foto: Fernando Frazão/ABr | Roque de Sá/Agência Senado | Edilson Rodrigues/Agência Senado)

247 - Dois dias após o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, afirmar que as Forças Armadas buscam apenas colaborar com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Ministério da Defesa planeja uma nova ofensiva contra a Corte. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a ideia é remeter um novo ofício cobrando respostas a três questionamentos feitos pelos militares sobre a segurança do sistema de votação eletrônica. 

“As Forças Armadas querem insistir, principalmente, numa reunião específica entre militares do Comando de Defesa Cibernética e técnicos civis da Justiça Eleitoral. O objetivo, segundo generais, seria discutir alguns critérios adotados pela Corte e a ampliação dos testes públicos de segurança, que devem incluir um novo modelo de urna a ser usado pela primeira vez em 2022. Mudanças no teste de integridade das urnas, e incentivo a auditoria externa feita por partidos, como pretende o PL”, destaca reportagem.

Nesta quinta-feira (7) durante uma live, Jair Bolsonaro (PL) voltou a questionar a segurança das urnas eletrônicas e afirmou, sem provas, que as eleições anteriores foram fraudadas. Bolsonaro disse que pretende convocar embaixadores estrangeiros para explicar sobre as supostas fraudes que, de acordo com ele, teriam ocorrido em 2014, 2018 e 2020. 

A declaração vem na esteira do convite do TSE para que observadores estrangeiros acompanhem o pleito de outubro. A iniciativa desagradou Bolsonaro e seus seguidores. 

Também durante a live da quinta-feira, Bolsonaro voltou a sinalizar com a possibilidade de um golpe ao afirmar que seus apoiadores “já sabem o que fazer antes das eleições''. 

“O senhor Fachin [presidente do TSE, ministro Edson Fachin] declarou que auditoria não serve para mudar resultado das eleições. Ou seja, auditoria para quê? Se o Comando de Defesa Cibernética detectar fraude não vai valer de nada esse trabalho. Não preciso aqui dizer o que estou pensando, o que você está pensando. Você sabe o que está em jogo e sabe como deve se preparar, não para um novo Capitólio, ninguém quer invadir nada, mas sabemos o que temos que fazer antes das eleições”, disse. 

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