Com 435 mil mortos por Covid no Brasil, Bolsonaro volta a criticar isolamento: 'tem idiota que até hoje fica em casa' (vídeo)

Enquanto o Brasil registra alta de mortes por Covid e com vacinação ainda atrasada, Jair Bolsonaro resolveu agradecer o ato convocado por ruralistas que causou aglomeração em Brasília. "Tem alguns idiotas que até hoje ficam em casa", afirmou

Ato de ruralistas causou aglomeração enquanto País registra alta de mortes por Covid
Ato de ruralistas causou aglomeração enquanto País registra alta de mortes por Covid (Foto: Clauber Cleber Caetano/PR | Reuters)
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247 - Jair Bolsonaro voltou a fazer um discurso contra o isolamento social, ao agradecer, nesta segunda-feira (17), o ato convocado por ruralistas que causou uma aglomeração na Praça dos Três Poderes em Brasília no sábado (15).

"Tem uns idiotas ai… o fica em casa. Tem alguns idiotas que até hoje ficam em casa", afirmou a um grupo de apoiadores que participou do ato e esteve no cercadinho do Palácio da Alvorada. "Se o campo tivesse ficado em casa, esse idiota teria morrido de fome. Ai ficam reclamando de tudo", complementou. 

Aos apoiadores, Bolsonaro disse ainda que é "inmorrível, imbrochável e incovível", em referência à Covid-19.

Estatísticas

Na plataforma Worldometers, que disponibiliza dados globais sobre a pandemia, o País registrou, até esta segunda, o terceiro maior número de infectados pela Covid-19 (15,6 milhões), atrás de Índia (25,0 milhões) e Estados Unidos (33,7 milhões).

O Brasil também contabilizou a segunda maior quantidade de mortes provocadas pela pandemia (435 mil), atrás dos EUA (600 mil).

CPI da Covid

O gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, afirmou em depoimento à CPI da Covid-19 nesta quinta-feira (13) que a empresa fez ao menos quatro ofertas de doses de vacinas contra a Covid-19 em 2020 que não foram fechadas. Segundo o representante da Pfizer, as ofertas somaram 70 milhões de doses

Também na CPI, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta confirmou que recebeu, numa reunião no Planalto, um decreto elaborado pela Presidência de República que mudava a bula da cloroquina inserindo recomendação do uso do medicamento contra Covid-19 - apesar de o remédio ser ineficaz contra a doença.

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