Comissão Arns repudia ofensas de Bolsonaro contra Dilma: desumanidade e injustiça

"O negacionismo de Jair Bolsonaro em relação a todo um legado de dor, desumanidade e injustiça, deixado pela ditadura militar brasileira, não é novo", alerta nota da Comissão

www.brasil247.com - Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro
Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro (Foto: Brasil 247 | Marcos Corrêa/PR)


247 - A Comissão Arns emitiu nota nesta quarta-feira (30) em repúdio contra as declarações de Jair Bolsonaro que zombam da tortura sofrida pela ex-presidente Dilma Rousseff pela ditadura militar.

"O negacionismo de Jair Bolsonaro em relação a todo um legado de dor, desumanidade e injustiça, deixado pela ditadura militar brasileira, não é novo", ressalta o texto.

Leia a nota na íntegra: 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O elogio à barbárie

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nota da Comissão Arns em repúdio à manifestação do presidente da República sobre as torturas sofridas pela ex-presidente Dilma Rousseff

Ao apagar das luzes de um ano tão duro para os brasileiros, eis que o presidente da República, Jair Bolsonaro, convoca novamente seus instintos mais primitivos ao atacar a ex-presidente Dilma Rousseff, presa e brutalmente torturada pela ditadura civil militar brasileira, que durou de 1964 a 1985. Esta infâmia, que desastradamente se insere em uma série de outras, merece o repúdio da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns – Comissão Arns, que vem a público manifestá-lo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O negacionismo de Jair Bolsonaro em relação a todo um legado de dor, desumanidade e injustiça, deixado pela ditadura militar brasileira, não é novo. Por décadas ele vociferou barbaridades no Congresso Nacional, como ao exaltar a figura de um dos maiores torturadores do regime, Carlos Alberto Brilhante Ustra. Desdenhou, e ainda desdenha, do trabalho de reparação à memória e à justiça daqueles que penaram sob o arbítrio e seus algozes, entre eles, Dilma Rousseff. E jamais reconheceu a concertação de esforços da sociedade brasileira para tentar virar página tão triste da nossa história.

Hoje ele reitera esse negacionismo obscurantista para ocultar a sua própria incompetência no controle e manejo de uma pandemia já perto de matar 200 mil brasileiros. De maneira desarrazoada e frívola, desafia a ex-presidente a provar torturas sofridas no passado, enquanto o Brasil, segundo país do mundo com a maior taxa de óbitos por Covid-19, continua à deriva em relação a um programa de vacinação que se faz urgente.

Depois de um Natal onde sequer pudemos abraçar nossos entes queridos, e de um Ano Novo que chega com tantas incertezas, a Comissão Arns se solidariza com a ex-presidente Dilma Rousseff, em particular, e com todas as vítimas da ditadura civil militar, bem como com suas famílias. Como também se solidariza com as famílias atingidas pela Covid-19, ecoando o grito geral da cidadania: “Vacina Já!”. Bolsonaro se alimenta de feridas do passado. Mas os brasileiros preferem se alimentar da esperança de um futuro melhor, mais justo e mais humano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

São Paulo, 30 de dezembro de 2020

Comissão Arns

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O conhecimento liberta. Saiba mais. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Apoie o 247

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cortes 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
WhatsApp Facebook Twitter Email