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Conselho de Ética aprova suspensão do deputado Marcos Pollon por 60 dias

Deputado do PL de Mato Grosso do Sul é acusado de ofender o presidente da Câmara, Hugo Motta, durante ocupação do plenário em 2025

Deputado Marcos Polon (Foto: Zeca Ribeiro/Agência Câmara)
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247 - O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (9) o parecer que recomenda a suspensão do mandato do deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) por um período de 60 dias. A decisão foi tomada por 9 votos favoráveis e 4 contrários, em um processo relacionado à conduta do parlamentar durante uma manifestação da oposição no plenário da Casa.

A medida ainda não tem efeito imediato e dependerá de análise e votação pelo plenário da Câmara dos Deputados. Somente após a confirmação pelos parlamentares é que a punição poderá ser aplicada.

Caso a recomendação seja referendada pelo conjunto dos deputados, Pollon ficará temporariamente impedido de exercer as atividades parlamentares durante o período estabelecido pelo parecer aprovado pelo colegiado.

Parecer aponta excesso na atuação parlamentar

O relatório foi elaborado pelo deputado Ricardo Maia (MDB-BA), responsável pela condução do caso no Conselho de Ética. Em seu parecer, o parlamentar concluiu que Marcos Pollon ultrapassou os limites considerados compatíveis com o exercício do mandato.

Segundo o entendimento apresentado pelo relator, o deputado promoveu ataques ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante um episódio de ocupação do plenário realizado por integrantes da oposição.

A análise do caso levou em consideração os acontecimentos registrados em agosto de 2025, quando parlamentares oposicionistas realizaram protestos na Câmara dos Deputados.

Contexto da ocupação do plenário

A mobilização ocorreu em meio às reações de parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra a decisão que determinou sua prisão domiciliar. O episódio provocou tensão entre grupos políticos dentro da Câmara e resultou em confrontos verbais durante as sessões legislativas.

Foi nesse contexto que, segundo o relatório aprovado pelo Conselho de Ética, Marcos Pollon teria dirigido ofensas ao presidente da Casa, motivando a abertura da representação disciplinar e a posterior análise do colegiado.

Com a aprovação do parecer, o processo avança agora para a etapa final de deliberação no plenário da Câmara dos Deputados, instância que terá a palavra definitiva sobre a aplicação ou não da suspensão temporária do mandato do parlamentar sul-mato-grossense.