Crime organizado perde R$ 483 milhões após ação coordenada promovida pelo governo federal
Ação da Senasp mobilizou forças de segurança em todo o País e resultou em 909 prisões e apreensão de 723 kg de drogas
247 - O governo federal intensificou o combate ao crime organizado com uma ofensiva nacional que provocou prejuízo estimado em R$ 483 milhões às facções criminosas em todo o Brasil. A informação foi divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), com base nos resultados da primeira edição da Operação Renorcrim Recupera, coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
Realizada entre os dias 13 de abril e 8 de maio, a operação mobilizou forças de segurança de diferentes estados durante 26 dias de ações integradas. O foco principal foi o cumprimento de mandados judiciais, a prisão de lideranças criminosas, a apreensão de drogas e o enfraquecimento financeiro das organizações criminosas.
Segundo os dados oficiais, a ofensiva resultou na prisão de 909 pessoas. Também foram apreendidos 110 armamentos e 723 quilos de drogas. Além das ações repressivas, a operação teve como prioridade investigações patrimoniais e financeiras, incluindo o bloqueio judicial de bens e ativos ligados ao crime organizado.
A Operação Renorcrim Recupera reúne unidades especializadas das Polícias Civis voltadas ao enfrentamento das organizações criminosas, conhecidas como Dracos ou estruturas equivalentes, dentro da Rede Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas (Renorcrim). A iniciativa também contou com a participação das Unidades de Recuperação de Ativos, integrantes da Rede Nacional de Recuperação de Ativos (Recupera).
De acordo com o governo, a integração entre essas estruturas fortalece o uso da inteligência financeira como ferramenta estratégica para atingir a base econômica das facções e reduzir sua capacidade operacional.
A ação foi conduzida conforme as diretrizes da Doutrina Nacional de Atuação Integrada de Segurança Pública (Dnaisp), que orienta a cooperação entre os órgãos de segurança pública em todo o País. O modelo busca ampliar a eficiência das operações por meio da padronização de procedimentos e do compartilhamento de informações.
Ainda segundo a Senasp, os resultados reforçam a avaliação de que o enfrentamento ao crime organizado exige não apenas ações policiais tradicionais, mas também medidas voltadas à descapitalização financeira das organizações criminosas. O objetivo é reduzir sua capacidade de expansão, influência e manutenção das atividades ilícitas.



