Deltan Dallagnol usa Mossad para justificar colaborações clandestinas da Lava Jato
O lavajatista desconsiderou os comentários já feitos por autoridades e aliados do governo
247 - O ex-deputado e ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, foi ao X tentar comparar a atuação do Mossad em uma investigação da Polícia Federal à colaboração clandestina realizada na Lava Jato, tentando justificar a promiscuidade da operação que supostamente visava combater a corrupção, mas serviu apenas para destruir as bases produtivas da economia nacional.
Dallagnol discutia a ação colaborativa entre a Polícia Federal (PF) e o serviço de inteligência israelense, que resultou na prisão de indivíduos suspeitos de planejar um ataque terrorista em território brasileiro. Eles seriam supostamente ligados ao grupo xiita Hezbollah.
O lavajatista, desconsiderando os comentários já feitos por autoridades e aliados do governo, se voltou contra as críticas amplamente divulgadas à Lava Jato, que, segundo estudos, beneficiou os Estados Unidos com pelo menos R$ 1,3 bilhão.
"E agora, ministros antilavajato serão coerentes e vão atacar a PF e o Mossad por manterem contatos informais? Vão dizer que a cooperação foi ilegal? Vão dizer que houve abusos na operação de hoje para soltar os terroristas que foram presos? Ou era só porque era contra a Lava Jato mesmo?", postou Deltan na rede social.
A operação da Polícia Federal que impediu o atentado terrorista planejado pelo Hezbollah no Brasil foi uma operação conjunta com as forças de segurança de Israel, como o Mossad, em um importantíssimo caso de cooperação internacional.
E agora, ministros antilavajato serão coerentes e vão atacar a PF e o Mossad por manterem contatos informais? Vão dizer que a cooperação foi ilegal? Vão dizer que houve abusos na operação de hoje para soltar os terroristas que foram presos? Ou era só porque era contra a Lava Jato mesmo?
O sucesso dessa operação é MAIS UMA PROVA de quão ridículos são os argumentos de Toffoli de que a Lava Jato não poderia ter contatos informais com outras autoridades. Contatos informais são legais, desejáveis e incentivados pelas leis, tratados e acordos internacionais, como reconheceu recentemente a OCDE ao criticar a decisão do STF.
Nenhuma polícia ou força de segurança do mundo deixaria de executar uma operação contra o terrorismo ou o tráfico de drogas porque precisa formalizar todos os contatos por meio de uma carta que passe pelos ministérios da Justiça de ambos os países. Se isso for exigido, vamos retroceder décadas e nos tornar incapazes de combater tráfico, terrorismo e crime organizado, como a operação de hoje exemplifica.
Como se torna claro mais uma vez, a anulação das provas da Lava Jato contra corruptos é um força-barra customizado que favorece colarinhos brancos.
