Desmoralizado, Moro espalha fake news sobre sua relação com Youssef

Ex-juiz divulgou vídeo para dizer que prendeu Alberto Youssef, mas não explicou por que seu “doleiro de estimação” financiou seu parceiro Álvaro Dias

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(Foto: Reprodução/Twitter)


247 - O ex-juiz parcial e suspeito Sergio Moro, que hoje admitiu que a Lava Jato foi uma operação política contra o PT, foi às redes sociais para falar sobre o doleiro Alberto Youssef, pivô da Lava Jato, que financiou uma das campanhas eleitorais do seu maior aliado político, o senador Alvaro Dias. 

"Já tentaram me associar à Odebrecht, agora me acusam de tentar ajudar o doleiro Youssef. Mas vejam, eu mandei prender Youssef", disse o ex-juiz suspeito em vídeo nas redes. Moro, no entanto, não falou nada sobre o financiamento de Youssef ao seu parceiro político Alvaro Dias, que foi poupado nas investigações da Lava Jato

Confira:


O doleiro Alberto Youssef, símbolo da Lava Jato, bancou parte das campanhas políticas do senador paranaense Álvaro Dias (Podemos-PR), principal aliado do ex-juiz Sergio Moro, declarado suspeito pela suprema corte brasileira e responsável pela destruição de 4,4 milhões de empregos, segundo o Dieese. É que revela reportagem de Felipe Bachtold e Vinicius Konchinski, publicada nesta quarta-feira, na Folha de S. Paulo.

"O operador financeiro Alberto Youssef, pivô da Lava Jato, financiou uma das campanhas eleitorais do agora maior aliado político de Sergio Moro, juiz símbolo da operação. Duas empresas de Youssef em 1998 pagaram R$ 21 mil (o equivalente a R$ 88 mil em valores atualizados) à campanha a senador de Alvaro Dias, hoje no Podemos e à época no PSDB. As informações estão na prestação de contas de Dias entregue naquele ano à Justiça Eleitoral no Paraná. As doações se referem a horas de voo em jatinhos que Youssef cedeu ao então candidato", informam os jornalistas.

Ao que tudo indica, Moro já tinha essas informações durante a Lava Jato e blindou Alvaro Dias, uma vez que ambos já eram aliados políticos naquele período. Hoje, os dois estão no mesmo partido e os pagamentos que a consultoria estadunidense Alvarez & Marsal fez a Moro serão investigados pelo Tribunal de Contas da União. Isso porque a empresa lucrou com a quebra de grandes construtoras brasileiras e depois bancou Moro nos Estados Unidos – o que aponta possível conflito de interesses e corrupção numa prática conhecida como porta giratória. Saiba mais sobre o caso e apoie o documentário de Joaquim de Carvalho sobre o enriquecimento do ex-juiz suspeito Sergio Moro e do procurador Deltan Dallagnol.

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