Desmoralizado pela Anvisa, Pazuello mente e agora diz que nunca defendeu “tratamento precoce”

Em coletiva, Pazuello afirmou que defendeu "atendimento precoce", e não "tratamento precoce", após ter sido derrotado na disputa pela vacina. O ministro, no entanto, já falou em "tratamento precoce" contra a Covid-19 em diversas ocasiões, e foi inclusive desmentido por diretores da Anvisa neste domingo

Eduardo Pazuello
Eduardo Pazuello (Foto: Isac Nóbrega/PR)
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247 - Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (18), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, tentou se desvencilhar do discurso do suposto "tratamento precoce" contra Covid-19 defendido diversas vezes por ele mesmo e por Jair Bolsonaro. 

No domingo (17), durante a reunião em que autorizaram o uso emergencial das vacinas Coronavac e de Oxford, diretores da Agência desmentiram informações divulgadas sobre eficácia de "tratamento precoce" contra a doença causada pelo novo coronavírus. 

Desta vez, Pazuello alegou que nunca defendeu o tratamento precoce, e sim o atendimento precoce - o que não é verdade - , ou seja, que os infectados pelo coronavírus procurassem imediatamente atendimento médico, independentemente da gravidade dos sintomas. “Incentivamos que pessoa doente procure imediatamente o posto de saúde, procure o médico, que faz o diagnóstico clínico. Isso é foro íntimo do paciente com o médico. O ministério não tem protocolos sobre isso. Atendimento é uma coisa, tratamento é outra. Atendimento precoce, é esse o nosso objetivo".

“É preciso utilizar a técnica do atendimento precoce. Temos que difundir isso todos os dias em todos os meios de comunicação. Para que as pessoas não venham a agravar. Vários remédios deram vários tipos de resultado. E os médicos sabem o que prescrever para cada um dos pacientes. Estão preparados para prescrever o medicamento correto para os pacientes", completou, sem falar em hidroxicloroquina, medicamento tantas vezes defendido por Bolsonaro contra a Covid-19.

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