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Duda Salabert: eleição terá intervenção externa e esquerda corre risco

Duda Salabert diz que derrotas da esquerda no Brasil são reflexo da “maior crise do capitalismo em sua história”

Duda Salabert (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

247 - A deputada federal Duda Salabert (PSol-MG) afirmou que o cenário político brasileiro enfrenta riscos crescentes e pode sofrer interferência externa nas próximas eleições. A avaliação foi feita durante ato do Dia do Trabalhador, realizado em Belo Horizonte, e inclui críticas ao contexto global e às dificuldades enfrentadas pela esquerda no país.

Segundo reportagem do Metrópoles, a parlamentar relaciona o momento político nacional a um quadro mais amplo de instabilidade internacional, apontando impactos diretos no desempenho eleitoral de forças progressistas.

Crise global e cenário político

Ao analisar o contexto atual, Duda Salabert afirmou que as dificuldades do governo do presidente Lula e da esquerda refletem um processo global. Em sua avaliação, o mundo atravessa um período de transformações profundas.

“Nós vivemos hoje a maior crise do capitalismo em sua história. E mundialmente há um desmonte dos direitos trabalhistas, avanço de governos ditatoriais. Então, o que está acontecendo aqui é reflexo numa luta mundial. Donald Trump é o protagonista. Crise climática, crise global, crise de direitos humanos, crise de trabalhista. Então nós estamos lutando, resistindo”, disse a deputada.

Interferência nas eleições

A parlamentar também alertou para a possibilidade de interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro, especialmente por meio das plataformas digitais.

“Eles têm o monopólio das redes sociais, por meios empresários, nós não regulamentamos as redes sociais no Brasil, infelizmente. Então eu tenho certeza, infelizmente, que esse ano vai ter intervenção na eleição, seja por meio do algoritmo ou de outra forma através do capital estrangeiro”, afirmou.

Segundo Duda, esse cenário amplia os riscos para a esquerda e exige maior mobilização política e social.

Debate sobre jornada de trabalho

Durante a entrevista, a deputada também destacou o avanço das discussões no Congresso sobre o fim da escala 6x1, considerada por ela uma conquista importante no campo trabalhista.

Apesar disso, fez um alerta sobre a necessidade de manter a pressão política. “Nós não podemos baixar a guarda, porque nós temos que garantir a aprovação desse texto, mas também a aprovação do fim da pejotização no Brasil”.

Disputa em Minas Gerais

Duda Salabert também comentou o cenário eleitoral em Minas Gerais e afirmou não apoiar o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB), apontado como aliado do presidente Lula para a disputa estadual.

“O Rodrigo Pacheco representa esse modelo econômico do Romeu Zema, de avanço do neoliberalismo, e não é o que a gente quer para as Minas Gerais”, declarou.

A parlamentar manifestou apoio à pré-candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, embora tenha reconhecido limitações. “Para vencer um doido, só outro doido. Então, o Kalil vai vencer o Cleitinho. O Kalil não é o candidato dos sonhos, mas vai ser a derrota do pesadelo do Zema”, disse, ao se referir ao senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG).

As declarações evidenciam um cenário de disputa política intensa tanto no plano nacional quanto estadual, com avaliações críticas e projeções sobre o futuro das eleições no país.

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