CPMI das Fake News identificou 33 IPs de assessores do deputado Douglas Garcia

Em depoimento à PF, o deputado federal Alexandre Frota disse que a CPMI das Fake News identificou ao menos 33 endereços de IP ligados a três funcionários do deputado estadual Douglas Garcia que estariam envolvidos em linchamentos virtuais e na disseminação de notícias falsas

Douglas Garcia
Douglas Garcia (Foto: Alesp)
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247 - A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News identificou ao menos 33 endereços de IP ligados a três funcionários que trabalham no gabinete do deputado estadual Douglas Garcia (PTB-SP) que estariam envolvidos em supostos linchamentos virtuais de opositores e críticos do governo Jair Bolsonaro, além de ações semelhantes no âmbito da Assembleia Legislativa de São Paulo. A informação foi prestada pelo deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) em seu depoimento à Polícia Federal na semana passada. 

Segundo reportagem do UOL, um dos envolvidos no suposto esquema é Edson Pires Salomão, ex-chefe de gabinete de Douglas Garcia, que se afastou do cargo para disputar o cargo de vereador em São Paulo. Salomão também  é investigado no inquérito das fake news que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e já foi alvo de buscas em maio deste ano. 

Ainda segundo Frota, os três assessores de Garcia são ligados ao movimento Brasil Conservador, que seria coordenado pelo parlamentar e pelo ex-chefe de gabinete. 

 O depoimento de Frota também implicou diretamente o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) nos ataques virtuais feitos contra opositores e instituições. As investigações da CPMI descobriram IPs de computadores de onde teriam partidos os ataques em dois endereços ligados ao parlamentar. 

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