Em meio ao fogo na Amazônia, Bolsonaro ataca reservas indígenas e "governos anteriores"

Após acusar sem provas as ONGS de serem as responsáveis pelos incêndios que devastam a Amazônia e abrir uma crise internacional com a União Europeia, Jair Bolsonaro atacou a política de demarcação de terras indígenas, o que ele qualificou como uma “irresponsabilidade” de governos anteriores, e voltou atacar a comunidade internacional ao afirmar que elas possume interesse na queima da floresta ."Se eu demarcar agora, o fogo na floresta amazônica acaba em dois minutos”, disparou

(Foto: Divulgação-PR)

247 - Após acusar sem provas as Organizações Não Governamentais (ONGS) de serem as responsáveis pelos incêndios que devastam a Amazônia (leia no Brasil 247) e abrir uma crise internacional com a União Europeia, Jair Bolsonaro atacou a política de demarcação de terras indígenas, o que ele qualificou como uma “irresponsabilidade” de governos anteriores. "Se eu demarcar agora, o fogo na floresta amazônica acaba em dois minutos”, disse Bolsonaro nesta terça-feira (27), durante uma reunião com governadores da Amazônia para discutir ações contra as queimadas na região.  

Deixando para segundo plano as ações de combate e auxílio aos estados atingidos pelos incêndios florestais – como o auxílio de 20 milhões de euros oferecido pelo G7 e que foi recusado pelo governo federal (leia no Brasil 247) -, Bolsonaro disse que “a Amazônia foi usada politicamente desde o [presidente Fernando] Collor para cá”. “Aos que me antecederam, foi uma irresponsabilidade essa política adotada no passado, usando o índio ao inviabilizar esses estados”, disparou. 

Falando para a câmera que transmitia a reunião ao vivo e na maioria das vezes sem olhar diretamente para os governadores, Bolsonaro afirmou que muitas reservas têm “aspecto estratégico” e que as demarcações tentam inviabilizar o país no tocante ao crescimento econômico. 

“Com todo o respeito aos que me antecederam, foi uma irresponsabilidade essa política adotada no passado no tocante a isso, usando o índio como massa de manobra”, disse. “Essa questão ambiental tem de ser conduzida com racionalidade, não com esta quase selvageria como foi feita nos outros governos”, completou. 

Bolsonaro voltou a reafirmar que o seu governo não deverá demarcar novas terras indígenas, o que também é defendido pelos ruralistas, uma de suas principais bases de apoio. “A nossa decisão até o momento é não demarcar. Já extrapolou essa verdadeira psicose no tocante a demarcação de terras”, disparou. 

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