EUA banem empresa israelense de espionagem procurada por Carlos Bolsonaro
Carlos Bolsonaro tentou comprar o serviço Pegasus para comandar seu próprio esquema de espionagem contra jornalistas, ativistas e desafetos políticos
247 - O Departamento de Comércio dos Estados Unidos colocou nesta quarta-feira (3) em sua “lista vermelha” a empresa israelense NSO Group, fabricante do sistema Pegasus de espionagem. Carlos Bolsonaro tentou comprar o serviço para comandar seu próprio esquema de espionagem contra jornalistas, ativistas e desafetos políticos.
O Pegasus é utilizado, por exemplo, pelos governos de México, Índia e Arábia Saudita para invadir celulares e monitorar conversas. O Ministério da Justiça brasileiro chegou a lançar a licitação para contratar o serviço.
Segundo o Departamento de Comércio, a decisão foi tomada por conta do “envolvimento” da empresa “em atividades que sejam contrárias à segurança nacional ou aos interesses da política externa dos Estados Unidos”.
“Essas ferramentas também permitiram que governos estrangeiros conduzissem a repressão transnacional, que é a prática de governos autoritários visando dissidentes, jornalistas e ativistas fora de suas fronteiras soberanas para silenciar os dissidentes. Tais práticas ameaçam a ordem internacional baseada em regras”, diz o comunicado.
Com a decisão, o NSO Group está proibido de negociar com outras empresas nos EUA, além de importar ou exportar itens sem a autorização expressa do Departamento de Comércio. (Com informações do Tilt).
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista: