Exército rechaça comentários de Paulo Figueiredo, da Jovem Pan: 'militares são apartidários"

Em comentarista disse que militares estariam insatisfeitos com "essas últimas ações do STF" e estariam escutando o "clamor do povo", em referência aos atos pró-golpe

www.brasil247.com - Militares e o comentarista Paulo Figueiredo Filho
Militares e o comentarista Paulo Figueiredo Filho (Foto: ABR | Reprodução)


247 - O Exército fez críticas ao comentarista Paulo Figueiredo Filho, da Jovem Pan News, após ele dizer nessa segunda-feira (29) que três militares teriam agido contra uma "ação mais direta" das Forças Armadas. O comentarista fez referência aos generais Richard Fernandez Nunes (comandante militar do Nordeste), Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva (comandante militar do Sudeste) e Valério Stumpf Trindade (ex-comandante militar do Sul).

"Os militares da ativa, por definição legal e por compromisso com a Nação Brasileira, são apartidários em suas condutas, preservando os valores pertinentes à carreira das Armas", afirmou o Exército. "Os comentários apresentados nas matérias não se fundamentam em informações oriundas do Comando do Exército, única esfera a qual cabe transmitir a palavra oficial da Força Terrestre".

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Em comentário ao programa Pingos nos Is, da Jovem Pan, Figueiredo disse que os militares estariam insatisfeitos com "essas últimas ações do STF" e estariam escutando o "clamor do povo", em referência aos atos contrários ao resultado das eleições.

O comentarista afirmou que o general Nunes "tem posições ideológicas muito à esquerda". Também classificou o general Paiva como "o que mais entende de política e mais progressista". E disse que o general Stumpf seria "conhecido como muito amigo de infância" do ex-advogado-geral da União José Levi Mello do Amaral Júnior, "defensor dos interesses do Supremo Tribunal Federal".

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O general Eduardo Villas Boas, ex-assessor especial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Bolsonaro, voltou a falar em golpe e defendeu os três generais

Durante o seu governo, Bolsonaro tentou passar para a população a mensagem de que ministros do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral atrapalham a gestão dele. Também defendeu a participação das Forças Armadas no resultado da eleição presidencial. Partidos de oposição denunciaram publicamente a hipótese de Bolsonaro tentar um golpe. 

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Na última terça-feira (22), o PL, partido de Bolsonaro, questionou, sem sucesso, o resultado do segundo turno da eleição presidencial. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) multou a legenda em R$ 22,9 milhões.

O atual ocupante do Planalto teve 49,1% dos votos contra 50,9% do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Leia a íntegra da nota escrita pelo Exército: 

Em relação ao divulgado pelo comentarista Paulo Figueiredo Filho, nos dias 28 e 29 de novembro de 2022, o Comando do Exército repele as alegações que ferem a imagem da Instituição e de integrantes do seu Alto Comando.

Os militares da ativa, por definição legal e por compromisso com a Nação Brasileira, são apartidários em suas condutas, preservando os valores pertinentes à carreira das Armas. São servidores do Estado, cuja coesão em torno de suas missões constitucionais é reforçada, permanentemente, pela liderança de seus Comandantes nos diversos níveis hierárquicos.

Os Oficiais-Generais citados são homens honrados, profissionais dedicados e contam com todo o respeito, a amizade e admiração do Comandante do Exército e de seus pares. São militares ilibados e comprometidos com a ética profissional, comprovada ao longo de mais de 40 anos de profissão

O Exército Brasileiro, por reconhecer a importância dos veículos de comunicação para a esfera pública nacional e para a cidadania, lamenta profundamente especulações que só se prestam para inocular a discórdia e que em nada contribuem para a resolução dos problemas vivenciados em nosso País.

Os comentários apresentados nas matérias não se fundamentam em informações oriundas do Comando do Exército, única esfera a qual cabe transmitir a palavra oficial da Força Terrestre.

Por fim, o Exército Brasileiro segue honrando o seu compromisso inabalável de garantir a Lei, a Ordem e a Paz Social, conforme os preceitos constitucionais, sempre pautado pelas mesmas tradições e valores, que permeiam de forma perene toda a sua História.

O respeito incondicional à Hierarquia, à Disciplina e à Cadeia de Comando é o farol que sempre orientou os rumos de nossa Instituição em todos os momentos de sua existência.

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